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Queria? Já não quer?

Estabelecimento gerido por taberneiros armados em finos.

Queria? Já não quer?

Estabelecimento gerido por taberneiros armados em finos.

A minha experiência com um Danoninho.

Uma das minhas comidas-fetiche, em miúdo, era o Danoninho. Essa pequena espécie de iogurte um bocado amaricado era, para mim, uma utopia.

Isto porque, apesar de o ver todos os dias na televisão, em anúncios que estrelavam uma espécie de dinossauro muito estranho e crianças demasiado contentes em relação a um bocado de leite fermentado, raramente o consumia. É que os meus pais, pessoas espertas, preferiam comprar iogurtes decentes, mais grandotes, que realmente alimentassem uma pessoa. Principalmente uma mini-pessoa, ainda em crescimento. Se quem consumia Danoninho tinha "um bocadinho assim", eu tinha "um bocadão assado". E não falo da minha pila...

Além disso, o preço daquelas coisas é uma coisinha parva. Sei-o agora porque, aqui há dias, já adulto (mais ou menos, vá), comprei uma pequena caixinha daquelas coisas, para vingar os sonhos de criança que raramente cheguei a realizar. Pensei que o custo alto do produto podia ser fundamentado, que se calhar aquele era realmente o melhor conjunto de bactérias bolorentas que existe e que eu simplesmente já não me lembrava.

Fiz de tudo: comi directamente do frasquinho cor-de-rosa, meti em cereais, molhei produtos vários e até fiz gelados com aquilo, como mostravam na televisão nos meus tempos de maior impressionabilidade. Tudo para aproveitar o produto até ao último tostão que este custou.

Como tem acontecido bastantes vezes ao longo da vida, tive de dar novamente razão aos meus pais: há coisas que valem mais a pena comprar, como mordaças e chibatas.

 

Eles nunca me falaram nessas duas coisas em específico, mas eu percebi que era isso que eles queriam dizer.