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Queria? Já não quer?

Estabelecimento gerido por taberneiros armados em engraçados.

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Tema do Dia - Substituições (#03)

Muito bem, substituições... Vamos começar pelas SN2, penso que são as mais simples de perceber. 

 

 

Esperem, se calhar não é este tipo de substituições que é suposto falar. Às vezes confundo as coisas.

 

Ora bem, voltando à estupidez então. Pensei sobre o que havia de falar a respeito deste tema e cheguei à única conclusão que havia: eu substituiria o meu casaco e o meu carro por um par de asas. 

Percebam uma coisa, eu com um par de asas, que podia pôr e tirar consoante a minha vontade, óbvio, dispensava um casaco. Pode não ser a opcção mais clara, mas bastava envolver-me nas minhas reluzentes penas e todas as funções de um casaco estavam cumpridas. Com o carro é mais simples de perceber, pois com as asas tinha meio de transporte assegurado. Além disso, com as asas não pagava estacionamento, não gastava dinheiro em manutenção e combustível nem apanhava trânsito nenhum à conta de todos os pombos preferirem passar o seu tempo a passear calmamente pelo chão (sim, são muito estúpidos).

 

 

Isto ia ser muito giro, mas não deixa de ser redutor. 

Se eu tivesse asas nunca mais pagava por comida. Podia substituir esse hábito ao voar pacificamente por cima de uma qualquer esplanada à espera da minha presa e, quando esta se apresentasse, mergulhar a pique e deliciar-me com uma qualquer iguaria. "Ó Vasco, mas isso é só roubar comida, não precisas de asas para isso." Sim, é verdade, mas assim eu descia dos céus e roubava o prato à minha presa num piscar de olhos, não havia risco nenhum de ser impedido, apanhado ou identificado. Isto também ia funcionar com sacos de compras, portanto mais uma actividade que era trocada (sinónimos também conta). É certo que isso envolveria todo o tipo de compras e que tinha de me sujeitar ao escolhido por outra pessoa, mas valia o risco. Só não podia era substituir produto nenhum caso não me agradasse. Quer dizer, se o recibo estivesse no saco...

 

Não ia usar os meus fabulosos apêndices só para o mal, usava para chatear as outras pessoas também. Coisas do género de atravessar uma passadeira o mais devagar possível e, depois, quase a chegar ao outro lado, levantar voo só para mostrar que o podia ter feito logo à partida. 

Ou então, encontrar duas pessoas a passear juntas e esperar por um momento de distracção de uma delas. Assim que esse momento ocorresse, descia a pique, agarrava numa delas e deixava-a do outro lado da rua. Deixava a confusão e incredulidade instalarem-se e, quando o momento fosse certo, voltava a repor o que havia desfeito, aumentando a confusão e instalando a dúvida na pessoa que não tinha sido por mim agarrada e que não percebia como o amigo(a) de repente tinha aparecido do outro lado da rua para, segundos depois, estar de novo ao pé dela. Já que é óbvio que ninguém ia acreditar na palavra da minha vítima, que fora movida por um homem voador, essa pessoa ia cair em desgraça e ser queimada como bruxa, mas isso é conversa para outro dia.