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Queria? Já não quer?

Estabelecimento gerido por taberneiros armados em engraçados.

Queria? Já não quer?

Estabelecimento gerido por taberneiros armados em engraçados.

Conteúdo no interior do post

Não me interpretem mal: eu adoro os saldos. Saldos, promoções, descontos, o que for.

Aliás, adoro-os tanto que só compro coisas em promoção. Daí que tenha passado as últimas duas semanas a comer ração de cão com courgette, regado com sabão de loiça; eram as únicas coisas com desconto no supermercado aqui da zona. 

Aplico esta máxima a tudo: o Verão passado andei sempre vestido com collants, colete e uma parka. Ocasionalmente também vestia um macacão. Eram as únicas coisas que restavam quando cheguei aos saldos.

 

Não é só amor que nutro pelas promoções, até porque há um pormenor que se mantém constante e que me irrita profundamente. Sei que é um preciosismo, mas tira-me do sério e faz-me perder a vontade de consumar o meu amor com os saldos.

 

Promoções!

 

"Promoções no interior" é um aviso que se vê sempre presente nas montras por este país fora, e que me chateia de todas as vezes.

É claro que as promoções são no interior da loja! Onde raio é que haviam de ser?! Porquê a necessidade de clarificar que as promoções e descontos anunciados por letras garrafais à porta do estabelecimento são dentro da loja? Soa-me sempre a pretensiosismo por parte do comerciante. Como se fossemos todos muito estúpidos que precisássemos daquela adenda para compreender que temos de entrar na loja para usufruir dos fantásticos preços; senão iríamos, certamente, ficar especados à porta, a queimar a nuca e à espera que viesse algum vendedor ambulante trazer as promoções até nós.

 

É claro que as promoções são no interior da loja! Onde é que haviam de ser? Se estão a anunciar promoções naquela loja...

Ah, espera, esta loja está em saldos, mas agora tenho de escalar o edifício ao lado, que está em obras, até ao topo e, de seguida, apanhar o helicóptero que lá se encontra e me vai levar até uma ilha remota onde estão todos os produtos em saldo. Depois de ter feito as minhas compras, tenho de conseguir montar uma jangada e escapar da ilha, tendo cuidado com todos os navios pirata que abundam naquela zona.

"Se estiver disposto a arriscar e concluir todo este processo, não se vai arrepender, serão os melhores saldos da sua vida; senão, não é digno de comprar qualquer produto por nós comercializado."

 

Até agora ainda não vi nenhum anúncio destes, portanto assumo sempre que as promoções serão no interior da loja. Porque é lógico. E nunca me enganei até hoje.

É verdade que a ideia de uma espécie de peddy paper para separar o trigo do joio e apurar quem realmente merece comprar aquele casaco que está na moda é gira, mas tendo em conta que não é uma prática comum, vamos todos assumir que as promoções estão no interior, sem ser necessário um aviso extra.

Ode ao Barbeiro

Primeiro, uma declaração de interesses: o meu pai é barbeiro.

 

Uma coisa que todos temos em comum é o facto de cortarmos o cabelo, nem que seja uma vez na vida - sei que existem os carecas, mas, para mim, não são gente. Porém, isso fica para ser abordado noutro dia.

Ora, habitualmente, quem nos corta o cabelo é um cabeleireiro ou um barbeiro. Alguém que faz do acto de desfazer uma parte do corpo de outra pessoa uma profissão. E, na minha opinião, não são levados tão a sério como deviam, nem remunerados como merecem.

 

Podem servir como instrumentos de tortura, se for preciso...

 

Pensem nisso. É óbvio que os profissionais são remunerados de acordo com a profissão que praticam, a sua relevância, dificuldade, competência, conhecimentos necessários, etc; então não acham que um barbeiro merecia ser das pessoas que mais recebe? 

Vejamos um exemplo clássico: vou ao médico com uma pequena tosse. Ele verifica que não se trata de nada de mais e recomenda que tome um qualquer xarope. E por coisas dessas, são bem pagos. Sim, eu sei que o exemplo é redutor, é de propósito, deixem-me em paz.

Por outro lado, vou eu ao barbeiro, ele corta-me o cabelo e ajeita-me a barba por meia dúzia de euros e está feito. Com a saúde não se brinca, mas com o barbeiro já se pode? Onde está a justiça nisso?

 

Um médico, naquela situação quase inocente, tem imensas responsabilidades e blá blá blá... E o barbeiro? Digo-vos eu que tem ainda mais! 

O barbeiro tem de ter a competência para cortar o cabelo de forma razoável e deixar algum tipo de penteado que se aceite. Pelo meio, tem de saber interpretar tudo aquilo que é dito ao tentarem explicar que raio de penteado querem (esta, comigo, é fácil. Só tenho dois penteados, os quais vou alterando ao longo do ano e só um é que é relevante para o barbeiro: cabelo comprido ou curto), de lidar com as vossas intenções de mudança de visual a meio do corte, de ir contra a sua vontade e aceitar fazer algo de estúpido com o vosso cabelo, manter a mão tão firme como um cirurgião, lidar com toda a cacofonia que se passa no estabelecimento, a constante agitação a toda a volta ou o facto de não estares anestesiado mas sim a mexeres-te a toda a hora. Isto sem falar que um barbeiro tem de ser versado em todos os assuntos que existem: é ao mesmo tempo treinador de futebol, filósofo, conselheiro matrimonial, político, humorista, cozinheiro....

 

Não acham que esta vida de stress constante e de uma miríade de conhecimentos merece ser tratada e remunerada com mais respeito?

 

Controla-te Alberto, controla-te...Sempre que tem aquela navalha na mão e um pescoço a descoberto, tem de combater a tentação de acabar com mais uma vida miserável. O controlo total que isto implica só pode ser comparável ao de algumas forças militares. E, no entanto, ninguém liga ao barbeiro...

 

Claro, ainda acham que isto é um exagero e não importa para nada. Não acham que um corte de cabelo pode afectar completamente a vossa vida? Que a responsabilidade de realizar esse corte de cabelo ou penteado é enorme?

 

O Almeida vai ao barbeiro à hora de almoço, está mais do que na hora de cortar o cabelo e mantê-lo curto como sempre. Tem um visual limpo, correspondente com a  profissão que desempenha. Como estava muito ocupado, não teve tempo de fazer marcação no seu barbeiro habitual. Ao chegar lá, não havia maneira de ser atendido àquela hora. Preferiu ir ao barbeiro do outro lado da rua, já tinha adiado demais este corte. 

Este outro barbeiro não era tão habilidoso e estava distraído, resultando num lado da cabeça completamente rapado e o outro às riscas, tipo zebra. O Almeida ficou furioso, começou a insultar o tal barbeiro para quem o ouvisse. Face a estes insultos, o barbeiro recusou-se a rapar o cabelo por completo ao Almeida e, assim, conferir-lhe um aspecto aceitável. Entretanto, o Almeida tinha mesmo de voltar para o escritório, tinha uma reunião que não podia perder.  

É só um mau corte de cabelo, dizem vocês, há-de crescer, dizem vocês. Claro. O problema é que o Almeida foi para a reunião e não foi levado a sério. Foi despedido por desrespeito e por ter custado um negócio muito importante à firma. Foi para casa desolado e assim que a mulher o viu correu a esconder-se. Escandalizada que estava com aquele penteado do marido, entrou com o pedido de divórcio e saiu de casa. A reputação do Almeida ficou marcada por este dia, ninguém o contratou e perdeu tudo o que tinha no divórcio. A última notícia que tive dele, foi que tem dormido na rua, ainda assombrado por aquele corte de cabelo, e a vender o corpo para conseguir um dinheirinho. Quando digo vender o corpo, não falo em prostituir-se. Não, ele tentou, mas ninguém quer ter sexo com o Almeida; todos têm a imagem dele com aquele penteado gravada nas suas mentes. Falo, literalmente, em vender o corpo, às peças, digamos. Neste momento penso que ainda tem um braço e meia perna, se alguém estiver a precisar.

 

Até dói só de olhar.Continuem a achar que aberrações destas não têm importância, nem afectam a vida a ninguém. Continuem sem valorizar o barbeiro...

 

Já agora, naquela história completamente real que contei, sabem quem é que estava a cortar o cabelo no barbeiro habitual do Almeida? O seu colega Paulo Esquilo. O Paulo saiu de lá com um penteado aperfeiçoadíssimo. Foi promovido ao lugar do Almeida, casou com uma super modelo e acabou a liderar a empresa. Tudo por um corte de cabelo. Tudo porque o seu barbeiro era mais competente. 

Já percebem agora o impacto e a responsabilidade que estão nas mãos de um barbeiro?

 

Para nem falar no Menezes, que sendo cego não podia verificar se o seu penteado estava bom ou não. Saiu da barbearia e toda a gente ficou estupefacta a olhar para ele. Cerca de quinze pessoas nas redondezas do estabelecimento completamente pasmadas, a olhar o pior penteado já alguma vez criado. Tão horrível que era, que um dos senhores que estava a operar uma grua para ajudar nas mudanças dos novos inquilinos do prédio ao lado, ficou sem reacção e deixou um piano cair em cima do pobre Menezes, que nem o viu. Morreu, claro. 

 

Depois de tudo isto, ainda acham que um barbeiro não tem uma das profissões com mais responsabilidade de sempre? E que não merece ser tratado de acordo com isso?

 

Pois, bem me parecia.

 

Venham, entrem, deixem-me influenciar-vos a vida...

 

Rectificação: Só depois de publicar isto é que me chamaram à atenção que, afinal, o meu pai não é barbeiro. Peço desculpa, tenho de ter mais cuidado com as minhas fontes.

 

Caridade e Costura

Tendo em conta que está em voga advogar a favor de alguma causa social, decidi juntar-me a essa moda. E por falar em moda...

 

roupa em falta

 

O que está representado na imagem acima é um problema. Um problema grave que está a assolar a sociedade e que ninguém liga. Pior, além de ignorarem, ainda é visto com desprezo e mal falado. Pessoas são gozadas e julgadas pelas suas escolhas de vestuário quando, na verdade, não têm culpa disso. Está na altura de abrirmos os olhos e lutarmos juntos para resolver este problema. Está na altura de darmos importância a casos como este, de quebrarmos o estigma que ainda existe e de parar de assumir que isto são escolhas pessoais, ou que são modas.

 

Chega! 

 

Existem pessoas que sofrem todos os dias com estes problemas. Pessoas que não têm meios para mais, que estão confortáveis na vida o suficiente para conseguirem ter tudo o resto, mas que ainda não conseguem comprar roupa com o tamanho certo para si. E depois vemos casos destes, em que andam na rua com roupa pequena demais e que deixam partes do corpo à mostra. E nós olhamos de lado para estas pessoas, ignorando o facto de não terem dinheiro suficiente para comprar roupa que lhes sirva, ficando restringidos a roupa antiga e que já lhes fica demasiado pequena.

 

Existem vários casos, e diversas variações dos mesmos, tanto a nível das razões como do resultado final. Roupa larga demais, curta demais, apertada... É triste. E mais triste ainda é continuarmos com uma passividade enorme em relação ao assunto. 

calças curtas :(
Ele não tem possibilidades para mais. Tentou arranjar emprego, foi a entrevistas, mas só tinha um fato. Fato esse que pertencia ao avô e para o qual ele já era alto demais. As calças ficam curtas. Ele não consegue arranjar emprego assim. E nunca vai ter dinheiro para comprar roupa que sirva. Não consegue sair deste ciclo vicioso.

 

 

Estas pessoas desenvolvem um mecanismo de auto-defesa para conseguir lidar com a pressão, a tristeza e o estigma social de não terem roupa que lhes sirva. Dizem que é moda, que é escolha pessoal, que gostam destas roupas e que são assim mesmo. E nós ignoramos enquanto elas sofrem e são ostracizadas. Tudo porque não reconhecemos este problema. Vamos lutar contra isto! Vamos ajudar estas pessoas.

 

Há ainda o caso daqueles que sofrem de doença. E, mais uma vez, doença essa que ignoramos por completo, aumentando a insegurança destas pobres almas, que não pediram para ser assim. Gente que sofre dislexia dimensional e que não é, literalmente, capaz de acertar no tamanho da roupa. É doença, não é escolha! Temos de apoiar, temos de ajudar, contribuir para a sensibilização e mobilização de todos os cidadãos. 

 

oh... está a cair. não serve :(Exemplos de dislexia dimensional :(

 

Estas pessoas têm de viver assim, é só o que conhecem e do que são capazes sozinhas. Acabou. Vamos ajudá-las, trazê-las de volta à sociedade. 

 

Foi com esse intuito que fundei uma instituição de caridade - A Costuraridade (site em construção). 

 

Nós, na Costuraridade (site em construção), vamos lutar por estas pessoas. Vamos ajudar com tudo o que nos for possível. Ajudem-nos a atingir os nossos objectivos e a resolver este assunto de uma vez por todas. Com a colaboração de todos seremos capazes. Vão ao site e façam o vosso donativo. Ajudem com aquilo que puderem. Dinheiro, roupas ou mesmo apenas pedaços de roupa, de panos, trapos do que for. Nós dispomo-nos a arranjar as roupas a quem padecer deste mal. A quem não sabe, ou não consegue, vestir-se normalmente. Cosemos roupa antiga que tenha bocados em falta, para taparem essas barrigas e tornozelos, por exemplo. Apertamos ou alargamos as vossas calças e muito mais. Vamos acabar com situações destas.

Calças a cair... mas ele não tem outras :'(

 

De uma vez por todas, vamos acabar com isto. E vamos parar de julgar estas pessoas sem antes lhes oferecermos ajuda. Lembrem-se que o problema não são elas. Não têm escolha.

 

Na Costuraridade (site em construção) dispomos ainda de cursos de costura, serviço de ajuda durante compra de roupa, costureiros (voluntários - vê como te podes juntar a nós no site [que está em construção]) sempre prontos a ajudar e resolver os vossos problemas e de plataformas de apoio para ajudar na inserção destas pessoas na sociedade após estarem reabilitadas, como, por exemplo, acções de formação em que ensinamos como se vestir correctamente e com roupa que nos sirva.

Ajudem-nos como puderem, através de donativos, voluntariado, ou a espalhar a palavra. Vamos devolver a dignidade a quem não a tem. 

 

Yay, nós estamos aqui para ajudar.

Contamos consigo na Costuraridade — Juntos Cosemos o Futuro.

 

 

Olha que ler este título faz-te mal...

Há uma moda, que já o é desde sempre, ou, no mínimo, desde que tenho consciência das minhas acções, em que toda a gente pensa saber o que devias ou não devias fazer. Não o digo em relação a casos de dúvida, uma opinião sincera, um conselho sobre alguma coisa, ou a uma simples opinião a pedido, por exemplo: "se eu acho que devias comprar esse casaco? Não. Faz-te parecer um urso polar com lepra ou uma poltrona meia estofada que foi vomitada em cima por um sem-abrigo que tinha comido uma papaia estragada". Não, falo em coisas muito mais óbvias que isto e que carecem de opinião, coisas triviais, do conhecimento de toda a gente no mundo, práticas e comportamentos a ter ou evitar, conselhos inócuos. Já agora, neste caso, se gostas do casaco compra o casaco, só me pediste opinião e disse o que achava. Mas, faz o que quiseres. E é isto o que muita gente parece não perceber ou aceitar.

 

Geralmente são das pessoas mais irritantes que existem. Não porque gostam/praticam aquilo que te aconselham, mas pelo fanatismo e achar que tudo tem de ser como eles e que se não o és é porque não sabes as consequências e só podes ser muito estúpido. Também não falo das pessoas que, genuinamente, se preocupam contigo e tentam fazer-te mudar/adaptar certos comportamentos. Falo exclusivamente daquelas que o fazem só porque sim. Porque devem achar que não sabes os perigos. 

 

O quê? Levar um estilo de vida sedentário é mau para a minha saúde? Quem diria, não fazia ideia. ainda bem que me informas. Comer só "porcaria" vai-me prejudicar? Que surpresa! Não sabia mesmo, obrigado pela informação, vou já alterar todos os meus hábitos. Só nunca o fiz por falta de conhecimento. Porque isso não são coisas que toda a gente sabe! São segredos da vida, que só vocês descodificaram. Ainda bem que passam a mensagem. Vou já a correr para um ginásio, e tratar da minha saúde porque me informaste que não o fazer era mau para mim. Dedicar todos os minutos da minha vida a exercitar-me e a comer bem para poder viver mais tempo e ser saudável e assim ter mais tempo para continuar neste ciclo. Porque é só isso que posso fazer, se quiser viver. Portanto, vou transformar a minha vida numa missão para viver mais tempo. Com isso não consigo fazer mais nada, só tenho uma preocupação: viver mais tempo. Para fazer o quê? Mais nada, que não há tempo. Tenho de continuar neste ciclo para poder viver. 

 

Ah, não comas muita carne vermelha, tem cuidado com os doces, isso está cheio de alimentos processados não o devias comer... A sério? E eu aqui na ignorância. Não sabia disso nem nada. Se o escolhi fazer não pode ter sido na posse desse conhecimento, não é? Tem cuidado a escalar essa estrutura, podes cair e magoar-te... Mais uma vez, ainda bem que me avisam. Não acham que toda a gente sabe? Eu sei as coisas que me fazem mal, o que não devia fazer, aquilo que devia. Eu sei que se ficar muito tempo desprovido de oxigénio morro, não é necessário lembrares-me disso, tal como sei que se me fosse drogar isso seria mau para mim. Eu sei isso tudo. Eu e toda a gente! O que eu não sei, é o que tens tu a ver com isso e o porquê de mo vires dizer como se eu tivesse acabado de nascer. Não sou uma criança que tens de dizer para não molhar os dedos e os ir enfiar nas tomadas, ou para não meteres as mãos no fogo que te vais queimar.

 

O que é que acham? Acham que se forem ter com um viciado em heroína e lhe disserem para não comprar aquela dose e não a injectar mais, que ele, subitamente, vai olhar para vocês e perceber que aquilo era um mau hábito? Acham que ele não sabe? Que não o sabia desde sempre, desde a primeira vez? Que vai largar a seringa e dizer que não fazia ideia que era aquilo que lhe estava a fazer mal, que ainda bem que lhe deram aquela informação? Não. E sim, é um exemplo um bocado extremista e sem muito sentido - e não estou a dizer para não se tentar ajudar essas pessoas, uma coisa não tem nada a ver com a outra - mas é só para ilustrar que as pessoas sabem o que estão a fazer. Parem de achar que não.

 

O que digo é que somos responsáveis pelas nossas acções. Temos o conhecimento, se eu o quiser fazer na mesma, faço. E não percebo o porquê de não o entenderes ou isso te chatear e incomodar. Se corre mal... corre mal. Selecção natural. Continua a não ter nada a ver contigo. Eu sei o que faço. Eu e toda a gente. A única excepção, é quando aquilo que faço interfere com o que tu fazes, aí sim tens todo o direito de falar e tomar alguma acção. De resto, é só comigo. 

 

Sim, eu durmo pouco. Por vezes como em excesso, como carne, como fritos, bebo álcool, não faço exercício suficiente, já olhei directamente para o sol, já saí à rua sem casaco quando estava frio. Já fiz festas a um cão que encontrei na rua. Faz-me tudo mal. Eu sei. Perfeitamente. Todos o aprendemos muito cedo nas nossas vidas. Não é o facto de chegares ao pé de mim e me dares essa informação como se eu nunca tivesse concebido essa ideia, que o vai mudar. 

 

Não comas isso, não faças aquilo, não digas isso, não penses assim, não fumes, não bebas, não te drogues... isso vai matar-te lentamente. Excelente! Não tenho pressa nenhuma para morrer. Lentamente é como gosto. Pelo caminho, deixem-me em paz.