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Queria? Já não quer?

Estabelecimento gerido por taberneiros armados em engraçados.

Queria? Já não quer?

Estabelecimento gerido por taberneiros armados em engraçados.

A arte de bem limpar o rabo.

Limpar o rabo é uma arte. Penso que disso não há qualquer dúvida.

Todos o fazemos, é certo, mas nem todos o fazemos bem. E não, não andei a averiguar nos rabos das outras pessoas, é apenas algo que se sabe, tal como o facto de alguns macacos terem piolhos. Já viram algum macaco com piolhos com os vossos próprios olhos? Não, claro, mas é óbvio que, com tanto cabelo, têm de ter.

Pois, funciona da mesma forma com o limpar o rabo.

 

Ora, eu - não me querendo gabar em demasia, porque isto não pode ser só auto-bajulação -, ao longo dos anos, desenvolvi uma capacidade que considero ser até um super-poder (lá está, nada de auto-bajulação).

É o seguinte: sempre que necessário, sei levar comigo a quantidade exacta de papel higiénico para limpar o rabo.

 

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Sou o Super-Cag... Enfim, sou super, vá.

 

"E porque levas tu rolo de papel higiénico para a casa-de-banho, Diogo?", perguntam vocês parvamente.

Porque partilho casa com outras pessoas que me são menos próximas, e porque sou fuinha. Ah, e porque não quero que saibam que uso papel perfumado para ficar com o rabinho a cheirar a rosas.

 

Sim, é verdade! Nunca me aconteceu ficar literalmente de calças na mão à procura de papel higiénico.

Quando a necessidade bate, a maior parte das pessoas tira o primeiro rolo que estiver à mão e nem repara se tem papel suficiente para satisfazer as próprias necessidades. Eu não. Eu gosto de tirar tempo para analisar os quadradinhos de que determinado rolo dispõe e ver se são precisos mais alguns, até em função do que comi algum tempo antes.

Chega até a ser divertido, se a vontade não for em demasia.

 

O resultado, além de um rabo completamente limpo, é pura satisfação. Satisfação e orgulho em mim próprio.

Que é o que é preciso na vida, além de um bom trânsito intestinal e de papel de folha dupla.

O síndrome do empregado de limpeza.

Os empregados de limpeza da casa-de-banho do meu local de trabalho têm uns tiques curiosos. Uns tremem com a pálpebra do olho direito. Outros, têm espasmos nos dedos das mãos. Outros, ainda, não sabem escolher timings apropriados para fazer o seu trabalho.

É um tique estranho, este, de não saber escolher a altura ideal para fazer o nosso trabalho... Ainda só o tinha apreciado verdadeiramente em cães e Testemunhas de Jeová.

 

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Mas parece que os serviços de limpeza aqui da empresa também padecem desta condição.

E porquê, perguntam Vossas Excelências? Porque eles escolhem sempre trabalhar nas horas em que uma pessoa mais precisa de ir à casa-de-banho. Nomeadamente, depois da hora de almoço.

Já não é a primeira nem a vigésima quarta vez que me dirijo ao respeitável trono depois de um cuidado almoço e, mal me sento na real loiça esbranquiçada, ouço baterem à porta. Não à porta do cubículo, porque isso seria estranho, mas à porta geral da casa-de-banho.

Quando isto acontece, sou obrigado a gritar qualquer coisa, para dar a entender à empregada de limpeza (sim, costuma ser mulheres, o que ainda se torna mais estranho) que ainda não é completamente seguro realizar o seu trabalho.

Mas o quê, Virgem Santíssima?! O que é que eu vou gritar a plenos pulmões a outro ser humano, com o meu gostoso rabo sentado numa sanita e à espera que a Natureza faça o seu trabalho?

"Tem gente!"?

"Ei, 'tá quieto!"?

"Olá, como vai você e a sua família?"?

 

portfolio-3.jpg "Já investigou esse sinal no seu pénis, senhor? Parece perigoso..."

 

Pior, até aposto que, se eu trabalhasse à noite, os empregados de limpeza também fariam o mesmo depois da hora de jantar!

Uma pessoa ainda estava na sobremesa e já estavam eles a testar os esguichos e de esfregona em punho, prontos para interromper o momento em que o rabo quentinho da pessoa se encontrasse novamente com a fria loiça.

 

Enfim.

Isto dos direitos do trabalhador é tudo muito giro mas, infelizmente, não consagra o direito a usar o quartinho das necessidades em paz.

Porque isto assim não pode continuar, no próximo dia 1 de Maio espero estar a celebrar a consagração da Lei n.º XX/XXXX de Abolição das Interrupções na Hora da Retrete.

De garfo e caca.

Encontrei hoje um garfo solitário na casa-de-banho do meu local de trabalho.

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Não sei o que pensar sobre isto, mas pairam-me várias questões:

 

- Terá sido um sinal divino?;

- Será que alguém se esqueceu daquele objecto ali?;

- E, se sim, porquê?;

- Haverá quem almoce sentado na sanita do trabalho? (Na de casa ainda se percebe, agora, na do trabalho?!);

 

Ou será, por outro lado, uma mensagem encriptada dirigida especialmente a mim?

O que me quer você dizer, misterioso colega do garfo? Que não me ando a alimentar o suficiente? Que vou morrer hoje com um garfo espetado na nuca? Que tenho de comer mais verduras?

 

Prevejo uma noite sem sono.

Odeio mistérios de talheres!