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Queria? Já não quer?

Estabelecimento gerido por taberneiros armados em engraçados.

Queria? Já não quer?

Estabelecimento gerido por taberneiros armados em engraçados.

Sobre a sanidade mental.

Ultimamente tenho andado com uns pensamentos estranhos em relação ao mundo que me rodeia...

Não, não são pensamentos maus, assassinos, suicidas ou nada que se pareça. São apenas estranhos.

 

images.jpgTipo isto.

 

No outro dia, por exemplo, vi passar na rua uma senhora idosa, já meio curvada das costas e com um saco de compras daqueles com rodinhas a rolar atrás dela, e só me apeteceu dar-lhe com um bolo na cara. Um bolo, sim. Daqueles cheios de creme, de uma cobertura branca e pegajosa que é capaz de aguçar os diabetes até ao devorador de saladas mais dedicado.

 

Alguns dias antes tinha-me apetecido, quando saí à noite, atirar um camião TIR contra as costas de um indivíduo que estava calmamente a pedir uma bebida no bar, enquanto tentava meter conversa com uma miúda.

Sim, admito: um camião TIR nas costas é capaz de ser considerado assassínio, mas juro que a intenção principal nem era essa. Era mesmo só pelo desporto da coisa.

 

Hoje, antes de vir para o trabalho, vi uma senhora no Metro de chinelos (com os pés bem tratados, não como aqui) e deu-me uma vontade enorme lhe fazer cócegas com a ponta arredondada de um lápis HB Nº2.

 

Não sei o que se passa comigo, se é do calor ou de algo do género, mas tenho medo. Tenho medo do que poderá ser o meu futuro se nunca conseguir controlar estes impulsos.

Tenho medo, por exemplo, que o meu chefe me chame ao escritório dele, que me dê vontade de lhe encher a careca de massa de pimentão fora do prazo e que realmente leve a cabo o acto.

Se isso acontecer, espero, ao menos, ter o discernimento de levar também comigo um queijo fresco e um pãozinho.

 

Mesmo fora de prazo, era uma pena perder-se aquela massa de pimentão.