Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Queria? Já não quer?

Estabelecimento gerido por taberneiros armados em engraçados.

Queria? Já não quer?

Estabelecimento gerido por taberneiros armados em engraçados.

Queres ser bajulada a toda a hora, Marta?

Olá, Marta. Sou eu, o teu João.

Espero que esteja tudo bem contigo, comigo já esteve melhor... Sinto a tua falta. E, por isso, quero desenvolver uma estratégia que tenho visto ultimamente em muitos meios de escrita e que, ao que parece, tem tido bastante sucesso: escrever frases feitas.

 

Cá vai:

- Sabes, Marta, tu és a mulher da minha vida. Mais do que isso, tu és a minha vida! E, bem pensado, também és a minha mulher. No fundo, tu és minha! Eu sei que isto pode parecer um bocado doentio, mas também (visto de um certo ângulo) é romântico.

- Marta, queres casar comigo dia sim, dia sim senhor? Eu sei que, sem nos divorciarmos antes, tecnicamente só o podemos fazer uma vez. Mas falo de casamentos espirituais, em que as nossas duas almas se unem para sempre, cativam-se uma à outra cada vez que acordamos e - a melhor parte -, por ser um casamento apenas espiritual, não gastamos dinheiro nenhum no copo d'água!

- "Ser ou não ser", para mim, não é a questão, Marta: porque eu só sou se for teu, e, não o sendo, lá está, não sou. Confusa? Não faz mal, parece que é assim mesmo que funciona.

- Amor da minha vida, quero envelhecer contigo até não nos lembrarmos um do outro; até um de nós se esquecer do fogão ligado antes de sair de casa e esturricar o outro que estava na cama ainda a tentar lembrar-se se já tinha dormido ou se ainda ia dormir.

- És uma chata do caraças, Marta! Chegas a ser insuportável, mesmo. Porque eu estou sempre a pensar em ti, claro - e este factor surpresa inicial torna a frase muito mais querida porque combate aquela raiva inicial com a fofura que vem a seguir.

- Marta, minha Marta... O teu nome evoca o mar, mas também evoca o -ta, que constitui dois terços da palavra "batata". E tu sabes que eu adoro batatas, Marta, principalmente fritas.

- Não sei o que mais te dizer, tu que mereces tudo e ao mesmo tempo não mereces nada, porque nada do que eu tenho é suficiente para aquilo que tu mereces, que é, lá está, tudo... 'Tás a ver, Marta? Ya.

 

E é isto, Marta. Espero que tenha sido tão bom para ti como foi para mim.

Sinto que tirei um peso de cima dos ombros. Como daquelas vezes em que íamos a concertos e tu querias saltar para os meus ombros, com esse cu gordo a empurrar-me cada vez mais na direcção do Inferno. Lembras-te, Marta?

 

Amo-te, volta para mim. Se faz favor.

Como vês, continuo educado.

 

Do teu,

João.

1 comentário

Comentar post