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Queria? Já não quer?

Estabelecimento gerido por taberneiros armados em engraçados.

Queria? Já não quer?

Estabelecimento gerido por taberneiros armados em engraçados.

Queima à boa maneira russa.

José Milhazes, arauto da "cultura" russa na comunicação social portuguesa, decidiu escrever um artigo intitulado Queima das fitas ou queima da dignidade?, no Observador.

 

Logo aí, algo está mal.

José Milhazes não seria a minha primeira escolha, como editor, para comentar um evento como a Queima das Fitas. Era o mesmo que ter o João Malheiro a comentar a vida pública das celebridades.

Ah, espera, isso já existe.

 

O grande argumento do jornalista é que, na Queima das Fitas de Coimbra, existem demasiados excessos.

Até aí, tudo bem, concordo. Eu também cometi excessos bastantes, no meu tempo.

 

Agora, dizer que os alunos russos que ele leccionava, e a quem mostrava os festejos, ficavam chocados com esses excessos, ou que os achavam incompreensíveis?

Gente que bebe vodka de manhã à noite e a utiliza para desinfectar a boca no dia a seguir?

 

des_sms_pour_demasquer_la_vodka_de_contrefacon_lmoBom dia, alegria!

 

Depois, José Milhazes diz que, à noite, os estudantes juntam-se para consumir «quantidades extraordinárias de bebidas alcoólicas, principalmente cerveja», e que se «transformam em autênticos porcos, transformação que a capa negra não consegue esconder».

Ora, duas coisas:

- Os estudantes não se juntam só à noite para beber. Juntam-se o dia todo (à boa maneira russa), porque a semana é deles!;

- Dizer que os estudantes se «transformam em autênticos porcos» é um bocado como empregar de forma desmesurada a palavra "literalmente", como se faz hoje em dia. A menos que o rabo dos estudantes comece a encaracolar e o seu lombo comece a dar bacon, parece-me um bocado excessivo.

 

Made20bacon.png "ÉFE-ÉRRE-Á!"

 

Tudo isto para dizer ao Sr. José Milhazes, jornalista que muito prezo, que não deve preocupar-se em demasia com aquilo que não sabe...

Não é a juventude de Coimbra que está perdida, é toda a juventude que está perdida!

 

Pelo menos foi o que sempre disseram os Velhos do Restelo, ao longo dos anos...