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Queria? Já não quer?

Estabelecimento gerido por taberneiros armados em engraçados.

Queria? Já não quer?

Estabelecimento gerido por taberneiros armados em engraçados.

Preparados ou não, cá vou eu...

Blogs não estão a dar nada, tenho de ver se aposto tudo em fazer transmissões de jogos. Estou sempre a chegar atrasado às coisas; ninguém me tinha avisado.

Estou a conduzir esta nave tão depressa...

 

Nunca percebi muito bem todo este sucesso de gente que se limita a jogar videojogos enquanto se filmam para os milhões de pessoas prostradas ao ecrã a ver-te apanhar moedas ou a morreres porque deixaste a tartaruga tocar-te (se calhar são outro tipo de jogos, mas o meu conhecimento do assunto fica-se pelo Super Mario).

 

"Que vida a minha... Devia ter sido era pasteleiro."

Algo que admiro no Super Mario é que deve ser o único canalizador que quando se baixa não mostra o rego.

 

Se há coisa que não tenho dúvidas é que a pior parte de qualquer experiência partilhada envolvendo videojogos é a espera para ser a tua vez de jogar. Quantas vezes na vossa infância se reuniram com amigos e tiveram de duelar, à moda antiga, com mosquetes ou de espada em punho, para decidir quais os que jogavam primeiro que os outros. Porque não há nada de interessante em ver alguém a divertir-se enquanto tu não tens papel nenhum a desempenhar. Passava-se esse tempo a rogar pragas e a desejar a derrota de alguém para que a nossa vez chegasse mais depressa; desejava-se mesmo a morte, não das personagens que estavam a ser controladas, mas da pessoa que estava a jogar, assim podias aproveitar mais tempo de jogo.

Parece é que esta geração se contenta em ver alguém a fazer as coisas por eles. Até nos momentos de diversão e passatempo. A preguiça e inépcia é assim tanta que até para diversão preferem vê-la do que usufruir? Bem, a mim não me interessa nem me cabe a julgar, até porque podem vir dizer que eu vejo futebol em vez de pegar numa bola e ir jogar, e que isso é mais ou menos a mesma coisa que ficar a ver alguém jogar um videojogo. Mas não digam, não tenho tempo para ter de vos mostrar as diferenças e o quanto estão errados, nem tenho um interesse real no assunto.

 

"Estão aqui para a reunião de alcoólicos anónimos?"

 Há, ainda, o pormenor de aparecer a pessoa a jogar. Eu não posso falar por vocês, mas quando calhava ver alguém a jogar enquanto esperava a minha vez, não ficava pasmado a olhar para a cara do meu amigo. Nem olhava para ele sequer. Era mais fácil desejar o seu insucesso assim. Além de que, uma vez, fiquei só a olhar-lhe para a cara e foi-me dito que eu era homossexual e levei um pontapé nas trombas.

 

Ora, onde é que quero chegar com isto? Ao meu anúncio que vou entrar neste jogo de transmissões e mostrar ao mundo as minhas jogatanas. Com um pormenor: não serão videojogos. O mercado está saturado nessa frente e, como já referi, gosto mais de experiências inclusivas. Portanto preparem-se para o meu canal de jogos tradicionais e actividades em grupo. Streams de jogar ao macaquinho do chinês, escondidas, macaca, peão, chinquillho, apanhada (não mostrem este a sobreviventes do holocausto, podem confundir e levar aquilo demasiado a sério e é uma chatice)...

 

Desde que esta tábua não me caia nos dedos, a mim não me encontram...

 

É o que está a faltar, trazer toda uma nova geração para a visualização do stream de jogos. E muito mais emocionantes que um qualquer jogo de vídeo, não tenham dúvidas. Imaginem um grande jogo de escondidas em que quem está à procura está munido de uma GoPro e podem acompanhar toda essa acção na primeira pessoa, reviver a infância e diversão que costumavam ter. Isto tudo enquanto não têm de sair do sofá. Resulta para jogos de vídeo…

 

Nããããããããooooooo

O Drama, a emoção, os sonhos de uma vida... Isto sim são jogos! E acabam em porrada muito mais frequentemente que confrontos em videojogos.