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Queria? Já não quer?

Estabelecimento gerido por taberneiros armados em engraçados.

Queria? Já não quer?

Estabelecimento gerido por taberneiros armados em engraçados.

Os que têm carro e os que não têm.

Lisboa é grande e tem muita gente. Dsso não há dúvida.

Mas, apesar de serem muitos, os lisboetas podem ser divididos em dois grupos: os que têm carro e os que não têm.

 

Os tuk-tuk chegaram a Lisboa_02.jpgE... Estes, vá.

 

Quem tem carro tem também a vida facilitada e a estrada constantemente aberta, exceto quando há engarrafamento.

Já os que não têm carro têm de se sujeitar aos percursos e horários dos transportes públicos, ou então à resiliência das suas perninhas. Mas, por outro lado, engarrafamentos, esses, só em dias de futebol.

 

Quem tem carro pode ir confortavelmente para onde quiser, sem ninguém ao lado para lhe atazanar o juízo.

Quem não tem carro, muito dificilmente conseguirá sentar-se num banco sozinho, a menos que se tenha esquecido de passar o roll-on debaixo dos braços de manhã.

 

Os bancos de quem tem carro são confortáveis e novos; já os de quem não tem são duros e pouco carismáticos.

 

Quem tem carro tem de se preocupar com os custos da sua manutenção e com as portagens.

Quem não tem, preocupa-se apenas com os custos do passe dos transportes, ou com o custo de uns sapatos novos e menos desgastados das milhas percorridas.

 

Existem dois tipos de pessoas em Lisboa: as que viajam sozinhas, e pouco mais veem; e as que viajam acompanhadas todos os dias por pessoas que nunca viram na vida.

Atualmente, faço parte do último grupo. Eu e milhares de outras pessoas que espero ainda ter o prazer de conhecer, antes de mudar de trincheiras.