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Queria? Já não quer?

Estabelecimento gerido por taberneiros armados em engraçados.

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Os estudos

 Estudos recentes indicam que o número de notícias que se iniciam com as palavras "estudos indicam" são cada vez mais comuns. É curioso que essas duas palavras consigam dar imediatamente mais valor a uma publicação ou notícia. Mas quem são os estudiosos? Ninguém sabe, por vezes são "cientistas americanos" mas isso é tão vago que acaba por não fazer qualquer diferença. É o mesmo que dizer "Esquilo é radioactivo". Qual esquilo? É só um? Onde está? Não se sabe mas é verdade porque alguém num sitio disse e outros estão agora a partilhar a mensagem. Este diz-que-disse se acontecer entre duas ou três pessoas na rua é um rumor mas se está no site do CM já é notícia, é o mundo em que vivemos. Bons tempos os da Bíblia, uma pessoa podia espalhar a noticia por Jerusalém e mais tarde alguém acabaria por anotar aquilo e voilá, milhões acreditam. estudos.jpg

 
 Mas estou a divagar, isto veio à baila porquê? Bem andam por aí uns cientistas a tentar provar que Hitler tinha um micro-pénis. Isso mesmo que leu, e "estudos indicam" que as provas são irrefutáveis. Mas ainda em 2012 uns outros estudiosos teriam comprovado que Adolf Hitler teria apenas um testículo. Primeiro que nada, qual é a fixação do mundo ocidental com os genitais do Adolfo? E em segundo, ISTO É O MELHOR EMPREGO DO MUNDO. Eu pelo menos acho que nada é melhor do que um estudioso ter liberdade artística para estudar qualquer e todo assunto, e parece que se privilegia o estudo de assuntos totalmente irrelevantes. Claro, existem avanços na ciência todos os dias e muitos fundos são bem utilizados todos os anos. Mas pergunto-me, serão estes estudos financiados pelas grandes empresas de comunicação? É que isto é entretenimento, é pão e circo para o povo, não é investigação científica. Mas vai-se a ver e é a Universidade de Phoenix.
 
E melhor ainda, posso fazer sugestões? Há muita coisa de pouca relevância que sempre quis saber, como o numero de vezes por dia que um adolescente faz refresh no Facebook, quanto tempo demora Donald Trump a pentear-se de manhã ou a diferença entre lilás e roxo. Sim eu já ouvi uma mulher tentar explicar-me mas se um cientista me der dados talvez eu acredite desta vez. Eu calculo que uma reunião semanal de quem regula estes assuntos acontece, nas sombras, para decidir onde gastar dinheiro a seguir e se é possível gastá-lo ainda mais em vão. Parece-me que não. Mas posso estar enganado, afinal sem estes estudos nunca tinha ficado a saber que "as mulheres são mais felizes na praia" ou que "ratos de laboratório preferem Jazz". E provavelmente pensam que estou a exagerar e estes estudos não existem mesmo, mas não estou. Não estou mesmo.