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Queria? Já não quer?

Estabelecimento gerido por taberneiros armados em engraçados.

Queria? Já não quer?

Estabelecimento gerido por taberneiros armados em engraçados.

O melhor post de sempre

Quando concordei em fazer parte deste blog, sabia que tinha que escrever. Tinha de o fazer com alguma regularidade, senão não valia a pena. Não é que passe por aqui muita gente a ver o que eu tenho a dizer, tirando o padeiro aqui da rua que é grande fã, e tem quem vá escrevendo mais e sendo actual. Mas consigo ir mantendo alguma regularidade, mesmo assim.

 

O problema com isso é que tenho que ter sobre o que escrever. E não tenho nenhum interesse em falar sobre a minha vida ou sobre a maior parte do que se vai passando. Podiam pensar que então não teria muito sobre o que versar, mas estariam enganados. O que não falta são ideias ou assuntos sobre os quais inventar me debruçar.

No entanto, às vezes o tempo passa e lembro que não escrevi nada e que devia. Sendo a única razão para isso o facto de eu gostar. O tempo passa e nem sempre escrevo e dou por mim à frente do computador e nada sai. Não sei o que escrever, fica para amanhã.

 

Eu não uso óculos. E tenho bastante cabelo. E estou num computador. Esta imagem não faz sentido nenhum...Estou a pensar em nada e na página está nada. Tendo em conta esta lógica, vou classificar isto como sucesso.

 

A página em branco. Um medo terrível e comum a todos. Não saber o que escrever ou como começar. 

Sim, podia dizer isso e passar em claro. Só que... é mentira. Isto não me acontece. Nunca. Eu tenho uma imensidão de ideias e coisas sobre as quais escrever. E a página em branco não me assusta. Até porque basta começar a escrever e o difícil é parar. E a parte de se aproveitar algo também é difícil, mas não é isso que estou a falar agora. Aliás, tudo isto pode ser comprovado pela quantidade de palavras que vou escrevendo sobre nada. Se calhar mais eficaz seria se não utilizasse tantas (bem, isso e ter algo que se aproveitasse e interessasse a alguém, mas não vamos por aí...).

 

Eu não sei o que vou escrever até o começar a fazer, mas ideias não faltam. E mesmo que não tenha nenhuma na altura, não é propriamente um problema. Não estou a ser avaliado por isto, posso só começar a escrever sobre sapos revoltados com a qualidade dos nenúfares ou sobre a minha estadia na bolsa de um canguru. Sei lá. Vieram estas duas ideias enquanto escrevia, acho que nem passaram pelo cérebro antes, nem foram processadas. E gosto, se calhar um dia escrevo sobre isso. Até porque é tudo real.

 

Ok, onde é que eu quero chegar com isto? Não sei, tenho de continuar a escrever para descobrir. Assim é excitante para mim e para vocês também. Ok, só para mim então, pronto.

Ah, a regularidade. Então porque não o faço mais? Pela vida que levo e todas as coisas que tenho para fazer? Pfff, não. Falta de material? Já se viu que não, tenho uma mina de ouro com a qual trabalhar, já o demonstrei (shh, façam de conta). Então? Bem, muito simples: é preguiça. Só isso.

Abro a página para escrever algo e passados uns minutos acabo com essa ideia. Porque não tenho paciência na altura. Fica para depois. Daqui a bocadinho vai sair melhor. Entretanto, a página permanece em branco.

 

Mais uma vez, eu não estou a usar um caderno... Não percebo estas imagens...

 

 

As ideias vão acumulando, cada vez melhores. A preguiça também vai acumulando, cada vez maior. E não se sai disto. 

Fico é com pena. Não por mim, eu sei que as ideias são fracas, mas não ao ponto de me dar pena. Não, fico com pena por vocês. As pessoas que passam por este espaço. Ou seja, o padeiro e um tio-avô meu. Fico com pena, porque se eu fosse escrever certas coisas, seriam, sem sombra de dúvida, os melhores posts de sempre.

 

A sério, iam ser tão bons. Nem fazem ideia das coisas que já pensei. Iam adorar, isso é certo. É pena que seja demasiado preguiçoso para o escrever. Possa, iam gostar tanto...

Seria engraçado, comovente, emocionante, misterioso, pautado de crítica social e extremamente relevante. Seria a primeira coisa a agradar a gregos e troianos desde a Helena. Traria paz a este mundo e resposta aos mistérios da vida. Toda a internet ia divulgar e partilhar esse post, traduzido para todas as línguas e enviado para o espaço no caso de haver vida extraterrestre a rondar por aí. Manifestações de apoio iam surgir, prémios seriam criados e oferecidos em meu nome e eu seria elevado ao estatuto de Deus. 

 

Tudo por um post. Meu. Seria o melhor post de sempre.

O problema, lá está, é a preguiça. Penso em escrevê-lo, mas depois não me apetece. Bem, pode ser que um dia o faça. Só me resta, e a vocês também, ter esperança. Até lá, bem, hei-de continuar a publicar a mesma merda de sempre. Desculpem.

 

Mas fiquem à espreita, porque um dia...

 

 

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