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Queria? Já não quer?

Estabelecimento gerido por taberneiros armados em engraçados.

Queria? Já não quer?

Estabelecimento gerido por taberneiros armados em engraçados.

Negócios Outono/Inverno

Tive um Verão muito produtivo, mas agora está na altura de mudar a minha estratégia e continuar a aproveitar-me das estações para obter rendimento.

 

Como sempre, tudo o que faço é para contribuir para o bem-estar geral e sempre com um grande espírito empreendedor. Por isso venho anunciar a minha nova linha de serviços Outono/Inverno.

A começar já hoje, podem encontrar-me a deambular pelas ruas da cidade para servir todas as vossas necessidades. Quer dizer, quase todas, porque isto dito assim parece que vou estar envolvido na prostituição, e eu não enveredo por esses caminhos. A menos que a oferta agrade e aí podia discutir-se essa possibilidade, mas é assunto para outra altura.

 

O que se vai mesmo passar é que eu vou estar a servir de pronto socorro para todas as vossas necessidades sazonais. Basta registarem-se na minha aplicação e requisitarem a minha presença sempre que algo vos aflija e eu aparecerei qual Super-homem; muito menos em forma, mas de certeza mais bem vestido.

 

Então em que consiste o reportório de serviços que vou prestar? Estou preparado para todas as condicionantes da época. Se saíram de casa e ignoraram aquele pensamento que tomava a voz da vossa mãe a dizer para levarem um agasalho porque ia fazer frio, apesar de na altura estar sol, eu apareço com um casaquinho para vos cobrir esse precioso corpinho. Casacos, fatos de água, mantas, cachecóis, luvas, gorros… Seja o que for que necessitem na altura para sobreviver nesta época.

Mas não é só! Os meus serviços são muito completos e vou andar pelas ruas sempre a zelar pelo vosso bem. Pacotes de lenços e medicamentos anti gripais vão ser por mim distribuídos como se vos estivesse a tentar vender droga. Claro que a minha zelação não é propriamente altruísta, é a troco de compensação financeira. Mas se me quiserem pagar em castanhas, também aceito.

 

E claro, o expoente máximo do meu negócio: o serviço de reparação de guarda-chuvas. Como se fosse um reboque que chamariam caso vos gripasse o motor do carro, eu vou tratar de arranjar os vossos guarda-chuvas no local. Um serviço que mais ninguém presta neste país, inovador e que só peca por tardio. Sempre que o vento vitimar o vosso guardião, sempre que as suas varas se partirem, sempre que se recusar a abrir ou que tenha algum buraco, eu apareço com o meu kit de reparação e resolvo o vosso problema. Varas extra, novas pegas, remendos, protecção anti vento, uma nova cobertura, tudo o que precisarem para melhorar ou reparar o vosso guarda-chuva e não terem problemas em chegar ao destino com a cabeça seca e um nível de conforto aceitável. Só não lhe chamem é de chapéu, porque senão eu vou ser obrigado a aparafusá-lo permanentemente na vossa cabeça; por aquilo que sei, é assim que se usam chapéus: na cabeça. Não presos num pau que seguram acima de vocês. Portanto, chapéu é na cabeça e se estiver preso num pau não é um chapéu. A menos que estejam numa situação de combate e pendurem o chapéu num pau para enganar o sniper adversário.

 

Já agora, numa promoção especial de lançamento os primeiros cem clientes recebem ainda uma vacina da gripe por conta da casa. Da vossa casa. Que isto do negócio não está muito favorável e eu preciso de um sítio para ficar…