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Queria? Já não quer?

Estabelecimento gerido por taberneiros armados em engraçados.

Queria? Já não quer?

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Negócios de Verão

As pessoas são estúpidas.

 

Pelo menos em Lisboa. Pelo menos os turistas. Nem todos, vá.

Mas alguns são!

 

Se ficar muito quieto pode ser que não me doa...

 

 

Quando digo que alguns turistas são estúpidos, é por causa disto. Ou são estúpidos ou não sabem o que é protector solar; não sei qual destas opções a pior. E digo turistas não por ter alguma coisa contra, mas porque é neles que normalmente se verifica casos de insolação extrema, enquanto atravessam a rua sem ser na sua vez e vagueiam pela cidade como lagostas em fuga de uma panela com água a ferver.

É que não há turista que se preze que não apresente uma pele mais avermelhada que a lingerie de uma comunista em lua de mel. A acompanhar o seu novo tom e o enorme desconforto que sentem, está patente uma inocência no olhar que revela a sua completa ignorância em relação aos efeitos da longa exposição ao sol. É todo um novo mundo, a descoberta desta coisa quente que passa o dia a iluminar-nos o caminho. Este comportamento junto ao facto de, todos eles, terem aspecto de quem se escapuliu de uma colónia de albinos recentemente, não podia acabar de outra forma. 

 

Ou isso, ou são marcianos. E não estou a falar dos filhos do Márcio, refiro-me mesmo a habitantes do planeta Marte. Faz sentido, planeta vermelho — gente vermelha. Isto porque não se alimentam como nós e obtêm a sua energia e sustento directamente da luz solar. Mas isto não é conversa para agora.

 

Por favor Senhor, tenha piedade de mim. Não volto a roubar flores do cemitério da igreja para tentar engatar a nova catequista.

 

Em tempos conturbados é preciso agarrar as oportunidades. Munido de um espírito empreendedor (não sei como me entrou em casa, mas já tenho um exorcismo agendado) vou andar pelas ruas da cidade, durante o Verão, a chatear mais que qualquer causa ou peditório. Entregar amostras grátis de protector solar e panfletos a alertar para os riscos da elevada exposição solar. É claro que o vou fazer a troco de uma pequena gratificação, que irá directamente para cerveja mais panfletos e protector solar, para poder ser distribuído por quem dele necessitar.

 

A juntar a isto, vou também cruzar as praias do país. Qual bola de Berlim, qual quê. Muito mais prático e saudável, vou andar a vender protector solar de poiso em poiso. Acho que está na altura de alguém fazer algo de útil nas praias deste país e não percebo porque é que isto nunca foi opção.

Já agora, por um valor adicional, e dependendo do caso, também aplico o protector solar nos vossos corpinhos. 

 

Desculpe, podia pôr-me um pouco de protector?

 

 

Resumindo, tomem conta dos vossos templos, tenham cuidado com o sol e encontramo-nos numa qualquer praia por aí.

E pelo amor de Atena, usem desodorizante.

 

 

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