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Queria? Já não quer?

Estabelecimento gerido por taberneiros armados em engraçados.

Queria? Já não quer?

Estabelecimento gerido por taberneiros armados em engraçados.

Guerra de Informação

Obter informação sempre foi parte integral de todas as guerras e isso ganha cada vez mais importância nos dias que correm. Cada vez mais as guerras travam-se não no chão, com exércitos de cada lado, mas atrás de ecrãs de computador e antecipar as jogadas do inimigo. Obter o máximo, tanto em quantidade como qualidade, de informação para se poder prevenir e agir de forma a evitar ataques e influenciar o rumo dos acontecimentos. 

 

Com a menção directa a Portugal por parte dos terroristas, gera-se outro tipo de efeito derivado dessa informação. Contribuiu para aumentar o medo, desconfiança, insegurança, preocupação, etc., mas não é disso que vou falar agora.

Com base neste conhecimento, entra em acção, com mais urgência ainda, a tal busca por informação. Temos as secretas portuguesas e outras que tais, em conjunto com mais agências europeias e mundiais a partilhar dados e conhecimento, para tentar evitar algo de acontecer. Mas, como no recente atentado em Bruxelas, existem falhas e não conseguem evitar ataques de acontecerem.  E isto porquê? Porque as nossas agencias de segurança têm de evoluir. E às vezes evoluiu-se a olhar para o passado.

 

FBI, CIA, KGB, as secretas portuguesas, e todas essas agências que conhecemos de filmes, não têm um décimo da eficácia na obtenção de informação quando comparadas à minha avó. Sim, a minha avó, por exemplo. A minha e as vossas.

Deixem-se dessas modernices e coisas elaboradas de espião, a minha avó sem nada disso consegue, numa manhã, reunir mais informação que qualquer agência num mês. Não há nada na freguesia que ela não saiba. Nada. Mesmo antes de acontecer, já ela sabe todas as opções que podem vir a ocorrer. Sabe-te dizer o motivo de todas as brigas, todos os casos, todas as compras, todas as associações, até o que o padre comeu ao pequeno almoço ou de que cor são as cuecas do Alberto, aquele que trabalha na "venda". Com uma rede de informadores mais extensa que qualquer agência governamental e uma capacidade de divulgação impressionante.

 

Isto tudo, sem usar nenhum computador e nem sequer um telemóvel! Imaginem se lhe dessem acesso a todas as tecnologias ao dispor dos demais. Em dez minutos estava desmantelada uma rede terrorista, com base apenas numa conversa que começava por acaso e que passava pela mãe, tia, amigo, irmão de um colega e um conhecido do padrinho do suposto terrorista.

 

Agências secretas e espiões ou que for... pfff... são uns amadores ao pé disto.

 

 

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