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Queria? Já não quer?

Estabelecimento gerido por taberneiros armados em engraçados.

Queria? Já não quer?

Estabelecimento gerido por taberneiros armados em engraçados.

Escrever é carregar em botões.

Enquanto vos escrevo, não escrevo.

Na realidade, não estou a escrever.

 

O que eu estou a fazer, caro leitor, e o que mais se tem feito nos últimos anos, é carregar em botões. É só isso que estou/estamos a fazer. E vocês estão a ler, no fundo, o texto que resultou de todos os botões em que eu carreguei.

 

1651422-press-the-key.jpg Como este. Ou aquele.
Ou mesmo o outro ao lado.

 

Não estou, com isto, a querer dizer que a escrita, hoje em dia, não é uma tarefa difícil. É-o. Nunca deixou de o ser.

Mas tornou-se mais prática, porque já quase não existe: foi substituída pelo carregar em botões.

 

Na infância, por exemplo, incitam-nos a aprender a escrever e alertam-nos para o perigo de carregar em botões.

Aparentemente, sem razões para isso, porque hoje em dia damos mais uso aos botões do que à própria caneta.

 

É curioso...

Ao carregar em botões, faço-vos imaginar. Ao carregar em botões, vocês conseguem perceber o que eu estou a querer comunicar e, até, se vos der pistas suficientes para isso, como me estou a sentir.

Se me virem só a carregar nos botões, se estiverem sentados ao meu lado, não percebem; mas se analisarem o resultado dessa acção já vão conseguir perceber.

 

Portanto, a todos os escritores ou escribas deste país: quando vos perguntarem o que vocês fazem da vida, respondam que carregam em botões profissionalmente.

Parece pouco, mas é bastante.

 

É, aliás, o que todos fazemos.

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