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Queria? Já não quer?

Estabelecimento gerido por taberneiros armados em engraçados.

Queria? Já não quer?

Estabelecimento gerido por taberneiros armados em engraçados.

O saco de Schrödinger.

Hoje, perto da minha residência oficial (se o Marcelo pode ter uma, eu também posso), aconteceu o que já se esperava que acontecesse algures em Lisboa, depois dos atentados terroristas em Bruxelas: alguém deixou um saco num canto, numa paragem de autocarro, e receou-se que contivesse material explosivo.

Quem o deixou lá? Isso nunca costumamos saber e, provavelmente, nunca saberemos.

O que é que lá havia dentro? É também uma informação que fica habitualmente reservada para os agentes responsáveis por abri-lo, embora desta vez tenham avançado com a informação imensamente pormenorizada de "roupas e objectos pessoais".

Mas pessoais... de quem? Podia ser o saco de um miúdo da escola, cheio de livros escolares e de chupas-chupas de morango; podia ser o saco de uma senhora de meia-idade, cheio de catálogos do Viva Melhor e de dildos de várias formas, cores e feitios; podia até ser o saco de um senhor de idade avançada, com um capachinho de reserva e um tubo de Corega para fixar melhor a placa.

Enfim, situações destas são uma espécie de paradoxo do "Gato de Schrödinger", podendo haver lá uma coisa ou o seu completo oposto.

Uma coisa é certa: tivesse o que tivesse, tinha também lá dentro medo, desconfiança, desespero e desorientação. Tudo o que eles precisam para vingar.

Vamos mesmo dar-lhes esse gostinho?