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Queria? Já não quer?

Estabelecimento gerido por taberneiros armados em engraçados.

Queria? Já não quer?

Estabelecimento gerido por taberneiros armados em engraçados.

A arte de bem cabecear (o ar).

Contando com aquela que acabei de dar agora, já devo ter dado provavelmente umas 31 cabeçadas ao longo do dia. Daquelas que damos quando estamos arrependidos de ter ficado acordados na noite anterior até mais tarde, a tentar ser sociáveis nas redes sociais.

Não são cabeçadas em pessoas, não senhor, ou em paredes e móveis.

São apenas cabeçadas.

No ar.

 

 À pato.

 

E o que eu quero, com este texto, é pedir desculpa ao ar.

"A quê?" Sim, ao ar.

 

Puto (já nos conhecemos há mais de 20 anos, tenho o direito de o tratar por "puto"), desculpa lá.

Eu sei que passo muitos dias de trabalho às turras contigo, a dar-te cabeçadas ora nos queixos ora nas omoplatas. Mas é sem querer. Juro, eu nem sequer sou violento!

Aliás, defendo que, pessoas violentas, era dar-lhes com um barrote num ouvido até lhes explodir com os tímpanos e, consequentemente, esmagar-lhes os miolos. Só para aprenderem.

 

Mas enfim, sinto-me um ingrato. Cada vez que acordo cedo, por ter dormido menos do que aquilo que gostaria, desato à cabeçada (involuntária, note-se) no ar.

Que é o mesmíssimo ar que respiro, atenção!

Ou seja, antes de inalar o ar, estou a cabeceá-lo e, possivelmente, a danificá-lo antes de ele me entrar nas narinas. Só espero que, a longo prazo, este consumo de ar estragado não me faça mal aos pulmões...

 

Mas enfim, há pouco mais a fazer. Como eu sou uma pessoa que não gosta de se deitar cedo, e que por vezes tem de acordar cedo para viver e afins, este tipo de coisas vai forçosamente continuar a acontecer.

 

Só tenho de te pedir desculpa, querido ar!

Que tu nunca me faltes.