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Queria? Já não quer?

Estabelecimento gerido por taberneiros armados em engraçados.

Queria? Já não quer?

Estabelecimento gerido por taberneiros armados em engraçados.

Tentei ser escritor, mas não consegui.

Hoje foi o primeiro dia, ao fim de uma semana, em que acordei sóbrio e sem qualquer pontinha de ressaca.

 

Têm de perceber: o meu objectivo é ser escritor! E ser escritor não implica só escrever. Se assim fosse, eu já o seria, porque já aqui explicamos o que é escrever.

A verdade é que para se ser escritor é preciso - segundo relatos que tenho ouvido - muitas outras coisas, como ser ansioso, algo depressivo, estar mal com a vida e, até (lá está), ser bêbado.

 

Ora, como eu até costumo ser uma pessoa relativamente feliz e com uma visão positiva sobre esta coisa estranha a que chamam de vida, decidi começar pelo que me pareceu mais fácil: passar a ser bêbado.

Nesta última semana, bebi de tudo: cerveja, vinhos vários, whisky, tequila, gin (para manter a classe), rum (porque sou fã de piratas), shots com nomes estranhos e até detergentes com nomes familiares.

 

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Às vezes fazia um cocktail com vários ao mesmo tempo.

 

Deitava-me todos os dias bêbado e, no dia seguinte, a minha recompensa era não me lembrar de nada do dia anterior, além de uma bruta de uma ressaca. Coisas escritas, que é bom, nada!

O único pedaço de literatura que me surgiu durante toda esta semana foi um bilhete que deixei à porta da minha ex-namorada, regado com muitas lágrimas e algum vómito.

 

Por isso, não dá!

Não percebo o que estou a fazer mal mas, se continuar assim, não me restará fígado para escrever. Talvez não esteja a proceder correctamente, talvez seja necessário um equilíbrio entre todos os aspectos referidos anteriormente...

Ou talvez deva apostar noutra área profissional, como talhante ou assassino mercenário.

 

Enfim, vou reflectir mais um bocadinho e já volto a falar convosco.

Até já. Alguma coisa, vão ali ao frigorífico buscar uma cerveja, que restou bastante.

Um ou dois livros por mês, só fazia bem a vocês (#08)

Depois do marasmo que foi "A Estrada", precisava de algo que me fizesse sentir algo. Optei por "Batalha" de David Soares.

 

Às Armas!

 

 

Descobri este livro, e autor, completamente ao acaso, mas ainda bem que o fiz: estava a divorciar-me e o meu advogado chamava-se David Soares - agora chama-se Elisa - e eu à procura do contacto dele na Internet descobri este livro. Pensei que era o mesmo David Soares, com uma obra de nome "Batalha" em que, provavelmente, descrevia algum caso legal, alguma batalha travada e ganha. Comprei-o e li com interesse, julgando que me fosse ajudar em todo o meu processo. Aliás, até despedi o advogado e tratei eu próprio de tudo, como já tinha este livro a preparar-me para a vindoura batalha. Escusado será dizer que me enganei e acabei por perder tudo. Quer dizer, tudo menos este livro; o que foi bom, sempre me ajudou a distrair, até porque o adorei. 

 

Uma fábula religiosa e existencialista, acompanhamos Batalha, uma ratazana à procura de si mesma e à descoberta do sentido da vida e seu propósito.

Num fantástico cruzamento entre fábula e história, realidade e fantástico, conhecemos Batalha ainda bebé e partimos nesta viagem com ela. Pela voz dos animais que dão corpo ao texto, mas não só, presenciamos todos os acontecimentos de vida desta ratazana, uma personagem fascinante, na sua aprendizagem e desenvolvimento, a sua força e pensamento. Sentimos por ela, e por aqueles com que se cruza, a sua dor e as suas dúvidas. Porque, no final, estamos todos à procura do mesmo, todos sentimos o mesmo. 

 

"Às vezes, há quem nos queira fazer mal, mas se fizermos mal porque nos fizeram mal, isso... Isso quebrar-nos-á o coração"

 

Dotada de muita inocência e vontade de aprender, de compreender a si e ao mundo, coragem e lucidez, Batalha embarca numa viagem filosófica que lhe levará ao local de construção do Mosteiro de Santa Maria da Vitória. As suas interacções com outras personagens, pautadas pelos excelentes diálogos de David Soares, dão sentido a esta alegoria e mostram-nos muito sobre nós, humanos. Todos temos um lugar no mundo, por mais pequena que seja a nossa contribuição.

 

"Porque enquanto nós existimos, a morte não existe, (...) E quando ela existe, quem não existe somos nós."

 

 

 "As palavras certas encolhem o tempo"

 

As considerações sobre religião, vida e morte, e, principalmente, sobre o medo, são um triunfo. Já há muito tempo que não retirava tantas citações, que não relia muitos dos diálogos. A objectividade de um mundo visto pelos animais, simplista, uma reflexão profunda sobre a condição humana. Tudo isto num espírito muito próprio, por vezes ingénuo, sempre fantástico, mas tão real. 

 

"Esse é que era, sem dúvida, o único deus que existia - e o único que valia a pena existir -, o único que, de facto, fazia falta.

A imaginação"

 

"Essa é que era a verdadeira razão de viver: não era o mundo que tinha que dar sentido à vida, mas era ela que tinha que dar sentido ao mundo."

 

Nunca tinha lido nada de David Soares, conhecia a sua fama, do tipo de vocabulário usado, por exemplo. Só posso dizer que adorei, tal como tudo nesta obra. As palavras mais fora do comum que são utilizadas amiúde conferem uma certa aura ao texto, adequam-se e decoram-no com excelência, aparecem naturalmente. Todo o estilo do autor me agradou, a leitura fez-se num ápice. Até as músicas, quadras, apresentadas por uma das personagens, são dignas de nota e eu, geralmente, nunca gosto deste tipo de coisas num livro.

 

"(...) achava que basear um estilo de vida no medo era uma coisa nociva. Nada era mais elementar que o medo. Nada era mais essencial.

Mas também nada era mais valetudinário.

Mais tóxico."

 

Todas estas reflexões sobre a religião e o medo ganham uma enorme dimensão à luz de todos os acontecimentos que se desenrolam no mundo actualmente. Viver com base no medo é perigoso, é a nossa derrota.

 

"O medo ajuda-nos a ver as coisas com mais clareza. Ele... Ele coloca as coisas em perspectiva.

Mas também nos obriga a fazer coisas más"

 

Foi um dos livros que mais prazer me deu nos últimos tempos, recomendo vivamente e vou, sem dúvida, ler mais do autor.

 

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Flash 'N Food

Nada melhor que estar de férias e ir a um restaurante, deixar para trás a azáfama do dia a dia habitual.

Foi com este pensamento que ontem fui experimentar o novo restaurante da capital, o "Flash 'N Food".

 

Não é mesmo este, mas não quero revelar a sua localização...

 

Saímos de casa cedo, eu e a Q., para passarmos na praia e tirarmos umas selfies. Como fomos com tempo de sobra, ainda paramos no bar a tirar mais umas fotos ao gin.

Chegamos ao restaurante por volta das 19h30, mesmo a tempo da nossa reserva. E não se descurem nisso, é mesmo preciso reserva. É verdade que não se espera nem se demora muito no restaurante, dado o seu conceito, mas é melhor prevenir. Por falar em prevenir, levem os vossos carregadores de telemóvel e máquinas fotográficas.

 

Logo à entrada fomos muito bem recebidos, com a recepcionista a tirar uma selfie connosco, seguida de uma rápida publicação no instagram. Fomos encaminhados à nossa mesa, onde já se encontrava um selfie stick e um pequeno manual sobre fotografia. Também notei, logo à partida, que em todas as mesas haviam tomadas eléctricas, prontas a carregar todos os nossos dispositivos.

Um excelente ambiente e decoração rodeavam-nos, envolvido nos calmantes sons do obturador das máquinas e dos constantes flashes de luz. Fomos conquistados ainda antes de tirar as primeiras fotografias aos pratos de comida.

 

Rapidamente apareceu um dos empregados para nos dar todas as indicações necessárias e explicar o funcionamento do "Flash 'N Food". Podíamos escolher qualquer coisa do menu, o preço é sempre fixo, e para não comermos nada do que pedirmos, pois não é esse o objectivo. Além disso, todos os pratos são preparados para potenciar ao máximo a sua beleza estética e podem conter vários elementos não comestíveis, que estão lá para potenciar o seu aspecto e assegurar que se mantêm sempre perfeitos. E ninguém quer ver a sua noite estragada ao ingerir um bocado de cartão ou cola. Podíamos pedir todos os pratos que quiséssemos, tirar quantas fotografias nos apetecesse. Dispúnhamos de vários cenários de fundo que podíamos utilizar para dar outro ar às nossas fotos e ostentá-las nas nossas redes sociais, bem como diversos utensílios e acessórios para as decorar.

 

O atendimento foi rápido e eficaz, munido de imensa simpatia e dicas valorosas de como enquadrar melhor as nossas fotografias  e de como dispor os pratos de forma mais artística possível. Utilizamos tudo a que tínhamos direito na meia hora excelente que lá passamos. Sem dúvida uma experiência a repetir, foram das melhores fotografias a comida que já tirei e, claro, muito contribuiu o restaurante e a preparação da comida atenta a todos os detalhes fotogénicos.

 

Não quisemos estar a fotografar tudo logo na primeira visita, para não enchermos por completo as nossas páginas do instagram, e assim temos sempre uma desculpa para lá voltar. 

Dou-vos só um cheirinho dos pratos que tivemos acesso para fotografar; só tenho a dizer que as fotografias fazem-lhes mesmo justiça, eram lindos. Recomendo vivamente que lá vão, não se vão arrepender de adornar os vossos intagrams com o que se encontra no "Flash 'N Food".

 

Pizza de aspecto magnífico; pelo que percebi, preparada com algodão para lhe dar aquele aspecto fofo.Pizza de aspecto magnífico; pelo que percebi, preparada com algodão para lhe dar aquele aspecto fofo.

 

Um fantástico batido de fruta, preparado com recurso a lápis de cera, para nunca oxidar e manter sempre aquele aspecto.

 

 

 

 

 

 

 

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E foi assim, a nossa experiência neste fabuloso novo restaurante, que serve os nossos propósitos como nenhum outro.

 

Depois de estarmos a ver aquilo tudo, ficamos esfaimados. Fomos a uma pequena tasca aqui ao pé de casa e comemos um belo de um cozido à portuguesa, mas não era nada fotogénico nem biológico nem nada dessas coisas, portanto não há nenhum registo do seu consumo. Foi só mesmo para matar a fome, uma coisa sem importância.

 

Um ou dois livros por mês, só fazia bem a vocês (#07)

Imaginem que têm de atravessar um país de uma ponta à outra. Percorrer uma estrada, sem nenhuma ajuda nem sítio onde parar, a depender apenas de vocês próprios. Levavam um livro para se entreterem, não? Claro que levavam. Mas, por favor, não levem "A Estrada" de Cormac McCarthy.

A sério, pode parecer o livro adequado para levarem nas vossas peregrinações, algo como um manual para saberem o que esperar, no entanto, a menos que queiram morrer de aborrecimento, adormecer no meio da estrada até algum camião vos passar por cima, ou atirarem-se de uma ponte porque não aguentam mais a companhia daquele livro, não o aconselho para tal empreitada.

 

Preferia ter de andar por incontáveis estradas, que ler isto outra vez.

 

Lá de vez em quando pego num livro que é adorado por muitos, que ganhou prémios, e leio-o com entusiasmo e expectativa. Lá de vez em quando, também acontece eu odiar esse livro. Este foi um caso destes. Acho que o livro tem aquele título porque é tão penoso e doloroso como ter de atravessar toda uma estrada a pé e sem mantimentos.

Se calhar odiar é uma palavra demasiado forte, mas o que é certo é que não gostei nada. Sim, venham explicar-me toda a profundidade, intelectualidade, sentimentalismo, etc. O que quiserem. A resposta será sempre a mesma: que nada de livro. Eu já li Cormac McCarthy, percebo o seu estilo, até aprecio por vezes. Daí que continue a ler. Mas não aqui. Nunca aqui. 

 

"A Estrada" é a história de pai e filho a atravessar a América, em busca da costa, em busca de alguma esperança, num mundo devastado. E é isto, se leram esta descrição leram o livro. Porque nada mais acontece. Não é que tenha forçosamente de acontecer, mas alguma coisinha dava jeito. Nem que fosse para manter os olhos abertos.

É suposto importarmo-nos com aquele pai e filho, compreender a sua relação, a dor daquele pai e o fantástico esforço para sobreviver e manter o filho a salvo. É suposto, mas eu não me podia ter importado menos. 

Acho que é propositado, a escrita despida de emoção, crua e dura. A mostrar o vazio do mundo, a total falta de esperança. Percebo isso, não me importo., mas mostrem-me algo. Não há nenhum desenvolvimento, nada. As personagens são aquilo à partida e não mostram mais nada. Os diálogos...

 

O que se passa?

Nada.

Tens de falar comigo.

Eu falo.

Não estás a falar.

Estou a falar agora.

Está bem.

Está bem.

Está bem

 

São mais ou menos assim. Não foi uma transcrição (pelo menos propositada, mas se o fosse não me admirava nada), mas é basicamente isto, sem mais nada.

Segundo McCarthy, esta é a história de um pai e filho, da sua relação, da sua jornada na estrada. Nada mais. Podem tirar as vossas conclusões, mas é isto. E realmente não passa disto, mas nem isto é interessante. Sim, eles são o mundo um do outro, aquele pai faz tudo pelo filho, é a sua única razão de viver, a sua única esperança, o seu único objectivo. E eu só desejava que, no principio do livro, ele usasse as duas balas que ainda tinha e acabasse com o meu sofrimento. A relação deles nunca muda, nunca evolui, não cresce, não leva a lado nenhum. 

 

A escrita varia entre dois estilos, sem nada que os una. Por um lado, uma narrativa crua e directa, a avançar a acção, mostrar os horrores daquele mundo. Isso devia ter impacto, provavelmente teve para a maioria, para mim não resultou. Sim, este mundo estava de pantanas, horrores estão a acontecer, a criança vê cadáveres e assusta-se ou já nem reage. Devia ter impacto, não tem.

Por outro lado, uma escrita forjada e mais adornada que uma prostituta rasca desesperada por mais clientela. Eu não preciso de três linhas para descrever e caracterizar os cabos pendurados num poste. Atrás de algum simbolismo que nunca se encontra, menos para aqueles que muito o querem.

 

O meu problema não é com a falta de esperança ou alegria daquele mundo. Eu posso apreciar a constante frieza e dura realidade de uma história, mas preciso de algo mais a complementar. E não estou a pedir por um final feliz, ou algo do género. Só... alguma coisa.

Também não tenho nenhum problema com finais depressivos, ou infelizes, abertos, ou de que tipo for. E, neste caso, quase que nem há final. Simplesmente pára, acabou ali a parte que nós seguimos a história. Nem é aberto nem fechado, é só um fim. Se o próprio autor diz que nem fazia ideia para onde ia, do que iria escrever, e isso nota-se, porque é que tenho de ser eu a saber?

Como funciona o novo post.

O novo post é um caso curioso.

 

Quando publicamos o novo post, ele parece-nos óptimo.

Mais do que isso: por vezes, parece-nos o melhor que já escrevemos! Queremos que todos o leiam, que lhe dêem a atenção que estamos certos de que ele merece.

 

Por vezes, consideramos o novo post tão bom que evitamos ao máximo escrever outro, que o iria empurrar para baixo na lista de posts. Só que sabemos que temos de o fazer, porque aquele post, apesar de ser óptimo, não pode existir sozinho numa lista de posts.

E então começamos a escrever ainda mais um novo post, relegando o antigo para a velhice e para a desimportância.

 

cute-little-girl-cries-over-baby-brother.gifTal como fazemos com os filhos.

 

Ao princípio, olhamos com desconfiança para esta nova tarefa. Pensamos "Será que este novo post é tão bom como o novo post anterior?", ou, "Será que vou manchar a qualidade do antigo novo post com este novo novo post, que pode ser de menor qualidade?".

Mas depois, enquanto escrevemos e estruturamos o novo novo post, começamos a ganhar confiança em relação à sua qualidade, a encontrar nele potenciais que antes não encontrávamos, quando ele ainda era só uma ideia na nossa mente.

 

Mais cedo ou mais tarde, dependendo do tempo que demorarmos a escrevê-lo, o novo novo post torna-se também no melhor que escrevemos. Ainda melhor do que o já antigo novo post, que agora é pouco interessante por já não ser novidade.

E, depois, repetimos o processo: enchemo-nos de orgulho em relação ao novo novo post e ficamos na dúvida se devemos escrever mais algum, um eventual novo novo novo post, que ofuscaria o brilho do novo novo post.

 

Pois bem, este é o nosso novo post!

Que tal, gostaram?

Lisbon('s Women) Revisited (2016)

Não: Não me dêem saltos altos.

Já disse para não me darem saltos altos.

 

Não me venham com unhas postiças e de gel!

As únicas verdadeiramente bonitas são as naturais.

 

Não me tragam brincos e colares enormes!

Não me falem de mini-saias e tops mínimos!

Tirem-me daqui os vestidinhos curtos!

 

Dêem-me (salvo seja) uma mulher que saiba ser interessante de calças de ganga e de sapatilhas e dão-me o Mundo!

 

Deixem-me apreciar! Não mexo, que eu nunca mexo...

E enquanto tardam a Humildade e a Modéstia quero estar sozinho!

A pilinha do Homem.

Rapazes, temos de falar...
Porque é que sempre que um WC tem um bichinho destes à porta, a tendência é para lhe puxar pela pilinha?

 

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Se vocês vão ao WC dos homens, então não deviam ter uma pilinha própria para puxar?

Não incomodem o boneco!

 

Pronto, obrigado.

Gostos não se discutem, mas criticam-se.

Sim, eu sei que os gostos não se discutem.

Mas... É assim tão mau que eu dê a minha opinião acerca dos vossos gostos esquisitos?

 

Não, não estou a falar de si, caro leitor que come iogurte com o garfo. Nem de si, leitora que põe folhas de alumínio no cabelo por uma qualquer razão estética. Esse tipo de gostos, menores, todos nós temos.

Estou a falar de gostos maiores que dizem respeito à vida, à realidade em que vivemos, aos desígnios do Universo.

 

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Estes desígnios.

 

Por exemplo:

- Quando morrer, quero ser enterrado ou cremado?

- O significado da vida obtém-se através das pequenas coisas do dia-a-dia ou através de sucesso pessoal, profissional e/ou familiar?

- Se viajasse no espaço, preferiria ir para Marte, já aqui ao lado, ou para outra galáxia?

- Para a minha dieta, escolho leguminosas mais comunitárias como o feijão e as ervilhas, ou opto pelo grão-de-bico e pelas lentilhas porque são das poucas que crescem sozinhas na casca?

 

Se me responderem, por exemplo, que preferem as leguminosas mais solitárias, então não tenho o direito de discutir convosco esse vosso gosto, pois claro que não!

Mas posso sempre dizer que esse gosto é estúpido e reflecte o quão mimados vocês são, que nem gostam de viver em comunidade.

 

No fundo, é isso. Não quero discussões sobre nada, só quero poder dar a minha opinião.

Agora vou jantar, que já tenho ali uma bela feijoada em cima da mesa à espera.

 

Sim, porque eu como feijão.

Não sou mimado, como vocês.