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Queria? Já não quer?

Estabelecimento gerido por taberneiros armados em engraçados.

Queria? Já não quer?

Estabelecimento gerido por taberneiros armados em engraçados.

Crónica de umas férias atrapalhadas.

Hoje acordei num sítio que não conhecia.

Era uma espécie de garagem abandonada e com muito pouco lá dentro, além de graffitis.

 

Ao meu lado estava uma mulher visivelmente quarentona, embora o seu aspecto mal cuidado lhe parecesse dar mais alguns 15 anos.

Tanto eu como ela tínhamos dois ou três buraquinhos nos braços, que suponho terem sido causados por uma aranha especialmente chata.

 

Tenho andado também com uma comichão esquisita nas zonas baixas, durante todo o dia.

Se calhar a aranha chata também me picou por lá...

 

Enfim. Há pessoas que, quando estão de férias, nunca sabem a quantas andam nem que dia da semana é.

Eu, quando estou de férias, nunca sei.

 

De nada.

Nasceu-me um Pokémon na pila.

Sim, eu percebo o entusiasmo em relação ao Pokémon GO. Parece ser um jogo divertido, pelo que consegui apurar através dos cinco minutos que o joguei.

Só que, infelizmente, esse jogo está a estragar-me a vida.

Porquê? Porque me nasceu um Pokémon... vá... na pila.

 

man_looking_down_pants.jpg

 Dei-lhe o nome de "Pokérzão", por razões óbvias.

 

Eu sei o que vocês vão dizer: que isso era o sonho de qualquer pessoa, que sempre quiseram que alguém procurasse a vossa pila como se de um Pokémon se tratasse, que eu já o devia ter apanhado tendo duas Pokébolas ali bem perto, etc. Isso é tudo muito giro.

Até considerarem que o Pokémon GO também é jogado por homens e por crianças, e que ter essas pessoas à procura do meu órgão não é propriamente a minha ideia de uma sexta-feira à noite ideal.

 

Depois, eu não sei bem qual é o Pokémon que está instalado no meu membro, até porque, como já disse aqui, passei um bocado ao lado dessa moda.

Sei que parece uma espécie de gato/extraterrestre roxo que tem um rabo esquisito e uma cintura da largura da da minha tia Gertrudes.

Mas deve ser raro, pelo interesse que despoleta.

 

Outro problema é que não dá para afastar-me dele!

Não posso dar só um passo atrás e o Pokémon ficar à minha frente, já separado da minha zona genital. Porque, como tenho uma pila mesmo muito grande, o algoritmo que escolhe os sítios onde colocar Pokémons encara o meio das minhas pernas como um ponto de interesse, e por isso o Pokémon acompanha-me a mim e à minha pila onde quer que eu vá.

 

Sim, eu sei, toda esta situação vos parece bastante engraçada...

Mas quando tiverem a campainha já rouca de tocar dia e noite porque até estrangeiros vêm à porta pedir para caçar o Pokémon que reside na vossa pila, vocês vão dar o devido valor ao meu sofrimento.

Resumo da actualidade científica

Todos os dias são publicados imensos estudos, novos avanços da comunidade científica que se tornam difíceis de acompanhar. Vamos então a um pequeno resumo para realçar, por alto, o que se tem andado a passar.

 

  • Cientistas revelaram que um daqueles alimentos que sempre comemos, e tínhamos como saudáveis, afinal são extremamente prejudiciais à nossa saúde e devíamos evitá-los a todo o custo;
  • Uma nova espécie de planta foi descoberta na barriga de um Sphynx. Investigadores agora pensam que essa planta é a causa para a falta de pêlo daquela espécie de gatos e estão a estudar uma futura aplicação para métodos de depilação. Um estudo com ratos de laboratório está a decorrer, mas até agora tem sido inconclusivo: os ratos continuam a comer as plantas ou todos os produtos com elas preparados;
  • Um novo medicamento está em fase de testes clínicos e a dar boas indicações. Até agora o único efeito secundário é o esquecimento que provoca e já ninguém se lembra qual a doença que era suposto estar a curar;
  • Estudo revela que as pessoas que no duche lavam a cabeça primeiro e só depois o resto do corpo, são mais susceptíveis de assumir cargos de liderança;
  • Foi identificada uma nova área do cérebro humano; acredita-se ser a zona que define se gostamos de sandes de frango com ou sem tomate;
  • Investigadores de uma qualquer universidade muito famosa concluíram algo sobre alguma coisa e que pode trazer os tais benefícios;
  • Análise estatística demonstra que durante uma guerra a taxa de homicídios sofre um aumento;
  • Numa série de estudos e publicações inúteis sobre animais: borboletas são capazes de contar até cinco; zebras ficam com elevados níveis de stress ao usar um vestido com padrão leopardo; se os tubarões andassem em terra iriam, certamente, atacar um maior número de seres humanos; libelinhas odeiam a cor amarela; cães abanam a cauda para servir de ventoinha a si próprios;
  • Grupo de cientistas analisou milhares de dados e afirmam que o mundo está próximo do fim, o mais tardar em 2096;
  • Outro grupo de cientistas analisou o estudo sobre o fim do mundo e concluiu que o mundo vai mesmo acabar em 2096, a menos que se descubra uma solução para isso até 2069. A probabilidade dessa solução ser encontrada é de 83%;
  • Novo vírus foi identificado e está a assolar uma região remota, matando todos os que contagia. A comunidade médica ainda está a tentar conhecê-lo, mas até agora o vírus ainda não lhes atendeu as chamadas;
  •  Um daqueles comportamentos e hábitos que sempre tivemos afinal está errado e sempre o executamos erradamente – estudos mostram que, apesar desta revelação, não há nenhuma consequência prática na nossa vida, sem ser o reparo por parte de gente irritante;
  • Um estudo recente causou grande alarido por afirmar que tinham encontrado a cura para o cancro. Na realidade não era nenhum estudo, mas sim o post de um blog que relatava a descoberta da cura para a doença de um caranguejo chamado câncer;
  • Estudo conduzido por psiquiatras mostrou que o acto de administrar cocaína a piriquitos é viciante e provoca esquecimento sobre o objectivo inicial do estudo;
  • Uma nova fonte de energia renovável foi descoberta, mas, infelizmente, a informação perdeu-se para sempre quando os servidores que a continham, bem como os métodos para a obter, se avariaram devido a uma falha de electricidade;
  • Novas informações acerca do alimento que era bom para a saúde e tinha deixado de o ser: afinal é mesmo saudável; os cientistas pedem desculpa e o conselho de paz está reunido a avaliar esse pedido – um estudo sobre o desenlace deste tipo de pedidos diz-nos que a probabilidade de ser aceite é de 28,82%.

 

A pilinha do Homem.

Rapazes, temos de falar...
Porque é que sempre que um WC tem um bichinho destes à porta, a tendência é para lhe puxar pela pilinha?

 

20160727_163036.jpg

 

Se vocês vão ao WC dos homens, então não deviam ter uma pilinha própria para puxar?

Não incomodem o boneco!

 

Pronto, obrigado.

Gostos não se discutem, mas criticam-se.

Sim, eu sei que os gostos não se discutem.

Mas... É assim tão mau que eu dê a minha opinião acerca dos vossos gostos esquisitos?

 

Não, não estou a falar de si, caro leitor que come iogurte com o garfo. Nem de si, leitora que põe folhas de alumínio no cabelo por uma qualquer razão estética. Esse tipo de gostos, menores, todos nós temos.

Estou a falar de gostos maiores que dizem respeito à vida, à realidade em que vivemos, aos desígnios do Universo.

 

I-Travelled-The-Universe-Once-Funny-Cat-Picture.jp

Estes desígnios.

 

Por exemplo:

- Quando morrer, quero ser enterrado ou cremado?

- O significado da vida obtém-se através das pequenas coisas do dia-a-dia ou através de sucesso pessoal, profissional e/ou familiar?

- Se viajasse no espaço, preferiria ir para Marte, já aqui ao lado, ou para outra galáxia?

- Para a minha dieta, escolho leguminosas mais comunitárias como o feijão e as ervilhas, ou opto pelo grão-de-bico e pelas lentilhas porque são das poucas que crescem sozinhas na casca?

 

Se me responderem, por exemplo, que preferem as leguminosas mais solitárias, então não tenho o direito de discutir convosco esse vosso gosto, pois claro que não!

Mas posso sempre dizer que esse gosto é estúpido e reflecte o quão mimados vocês são, que nem gostam de viver em comunidade.

 

No fundo, é isso. Não quero discussões sobre nada, só quero poder dar a minha opinião.

Agora vou jantar, que já tenho ali uma bela feijoada em cima da mesa à espera.

 

Sim, porque eu como feijão.

Não sou mimado, como vocês.

Vou falecer brevemente, segundo a internet.

Olá, pessoas.

Estou doente.

 

Sim, quis ser logo o mais sincero possível convosco. Estou doente e, ao que parece, é grave.

Descobri-o no outro dia, quando espirrei. Não foi sequer o maior espirro da minha vida, mas parece que foi um dos últimos.

 

sneeze.jpgAdeus, Mundo cruel!

 

Isto porque, quando procurei na internet pela possível causa dos meus espirros, em sites e fóruns especializados e dedicados ao assunto, concluí que tinha cancro terminal no pulmão.

Eu sei, eu sei... Para um rapaz novo como eu, que só experimentou dois cigarros e uma ganza na vida e não gostou de nenhum, parece estranho e, até, injusto. Mas temos de perceber que a vida tem destas coisas, e que as vicissitudes não acontecem só aos outros... àqueles que realmente fumam... e... tal.

 

Num dia estamos divertidos a jogar à bola na rua com os nossos amigos e no outro estamos acamados, depois de um simples espirro. E sim, eu já tinha espirrado várias vezes ao longo da minha vida, só que nunca tinha ido procurar a razão do meu espirro à internet.

Mas agora que o fiz - e ainda bem que o fiz -, consigo preparar-me para tudo o que aí vem.

 

Apesar de tudo, estou relativamente confiante. Por ainda ser um rapaz novo pensei que tivesse a vida toda pela frente e, se calhar, ainda a vou ter. Tenho fé.

Não por ser uma pessoa religiosa - que não sou, de todo - mas porque me disseram também para ter fé na internet. E, como todos nós sabemos: se está na internet, então só pode ser verdade e é para seguir à risca!

 

Despeço-me, por agora; mas com uma enorme confiança no nosso célere reencontro.

Até já, caros colegas cibernautas!

Obrigado por tudo, inclusive pelo curso de Medicina que muitos de vocês parecem ter tirado.

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