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Queria? Já não quer?

Estabelecimento gerido por taberneiros armados em engraçados.

Queria? Já não quer?

Estabelecimento gerido por taberneiros armados em engraçados.

Regresso ao Passado (recente).

Hoje, Terça-Feira, dia 31 de Maio de 2016, descobri várias coisas importantes:

 


1- Ainda existem jogos no Facebook;


2- Ainda há quem jogue esses jogos no Facebook;


3- Ainda há quem ache que as outras pessoas também querem jogar esses jogos no Facebook e, por isso, mande convites.

 

 

Será que voltei atrás no tempo e ainda não me apercebi?

Desculpem lá, vocês aí, que estão a ler isto... Que dia é hoje, mesmo?

Feira Do Livro À Minha Moda

Sim, eu sei, toda a gente está a falar da feira do livro de Lisboa. Para não ficar para trás, também o vou fazer. 

 

Self explanatory

 

Para começar, habito a cerca de cinco minutos a pé da feira do livro (talvez a um minuto e meio se for de bicicleta, dois de asa delta, trinta segundos se for disparado de um canhão e cerca de trinta e três minutos de caiaque), tirando partido desta situação, vou várias vezes à feira.  Ou seja, das duas semanas e meia do evento, é provável que vá cerca de dez/onze dias. Nem que seja só para ir beber um café e olhar de relance para uma barraquinha à espera de ver um milagre em forma de livro. E não estou a falar da bíblia, disso há lá muitas, mas não tenho interesse.

 

Tendo em conta que posso ir várias vezes à feira, não me vou precipitar a comprar nada, a menos que seja um achado fantástico. Quando falo de um achado fantástico, falo, claro, de um livro que foi escrito no ano que vem, por um viajante no tempo, e que contenha todas as combinações vencedoras do euromilhões de 2016. Até agora ainda não o encontrei, suspeito que as nossas linhas temporais ainda não se tenham cruzado.

 

Primeiro dia da feira é também o dia da minha primeira visita. Neste dia não interessam muito os livros nem a que preço estão. Esta primeira incursão é feita para averiguar onde se encontra tudo, como está a organização de mais uma edição da feira do livro, ver as novidades e ir vagueando por ali, a olhar as bancas sem muita atenção, só a marcar aquilo que pode vir a interessar.

 

Volta-se à feira ao princípio da noite num dia de semana, que não vai ter muita gente, para a primeira visita com atenção redobrada aos livros. Nesta visita é para perder umas três horas em cada banca de um lado da feira, a ver aquilo que já conheço, ou o que tenho interesse em conhecer, à partida. Ver como estão os preços e anotar.

No dia a seguir repete-se a estratégia, mas do outro lado da feira. 

 

Gente que me iria irritar se eu ali estivesse

 

Agora que já se sei o que há por toda a feira, é dia de fazer as primeiras compras. Aqueles livros que estou seguro de querer e que vale a pena aproveitar o preço de feira. Ao mesmo tempo, ir vendo outros livros que possam vir a interessar. 

Muito importante nestes dias de grande labuta é ir sozinho. Ou com alguém que perceba, e compreenda, que passar largos minutos numa banca, que sabes à partida não ter nada que te interesse e que nunca vais lá comprar algo, é importante para a experiência geral. 

 

A feira podia acabar por aqui que já me davam por satisfeito, não era? Afinal já lá tinha passado muito tempo, visto uma catafrada de livros e alugado um camião de mudanças para transportar todas as minhas compras. Mas não, longe de estar satisfeito.

Está na altura de voltar a repetir todo o processo realizado até agora, mas desta vez com atenção aos livros desconhecidos. Passar um dia na feira do livro qual Indiana Jones à procura de algum artefacto. Livros que nunca pensei em ler, que conheço o nome do autor, que goste da capa, que o título me desperte curiosidade...

Este dia é seguido do dia em que lá volto, agora com informação relativa a todos estes livros que fui vendo ao acaso e com novas descobertas que fiz ao pesquisá-los. Após este dia, vem mais uma tonelada de papel já escrito e ordenado aqui para casa. 

 

Perdi a conta, mas já se passaram alguns dias nesta minha estratégia de como abordar a feira do livro de Lisboa. Por esta altura já quase que sei de cor o que cada banca tem disponível. Se ainda tiver dinheiro que permita comprar comida, alimentar-me e, assim, ter energia para viver, volto à feira. 

Volto para mais descobertas e, agora mais ponderado ainda, levar uma coisa ou outra se determinar valer a pena. Neste ponto posso já não ter comida em casa para o resto do mês, mas não me vai faltar papel quando enlouquecer com a fome, por isso compro sempre um livro de culinária. Se é para me afogar com papel, que seja algo com uma imagem apetitosa.

 

Está a chegar o fim da feira e lá vou eu para o canto do cisne. Literalmente, porque os cisnes que se banham na pequena fonte que está no Parque Eduardo VII costumam dar um excelente concerto para celebrar mais um ano deste evento, e eu não o perco por nada. Deixo-lhes uma moedinha, como forma de reconhecimento e para os ajudar nas suas cenas de cisnes. Persigo um dos cisnes para lhe salvar a vida após se ter afogado com a moeda e, finalmente, desço o parque para a última visita à feira. Vagueio novamente, agora a pensar se hei-de levar este ou aquele, os livros que deixei para trás, os que estava em dúvida, os que não sabia se queria mesmo ou não, etc. 

 

Foi por um triz!

Ele já estava mesmo a ficar aflito. Ando há anos a dizer que temos de resolver o problema da falta de carteiras para os cisnes, senão dá nisto.

 

Compro mais algum, ou não, irrito-me porque alguém não hesitou como eu e levou aquele livro que eu estava a guardar para o último dia, caso ainda lá estivesse. Volto ainda a descobrir mais livros que me interessam, lanço um último olhar ao espaço como está e vou para casa ver em que altura do ano calha o fim de Maio e princípios de Junho do próximo ano (eu sei lá, podem mudar a ordem dos meses; não me admirava), para esperar mais uma edição da feira do livro. 

 

Não esquecer que a feira do livro não é só livros:

  • Também lá vou um dia só para me queixar da quantidade de pessoas que lá estão e que tornam impossível ver alguma coisa;
  • Vou um dia para me queixar e refilar que as pessoas não se sabem comportar em público e ficam paradas, de repente, no meio do caminho ou que andam devagar, ou que dão encontrões quando não há nenhuma razão para isso. Enfim, vou para me chatear. Um efeito colateral deste dia é irritar, profundamente, quem quer que esteja comigo;
  • Vou um dia para ver as bancas que não têm nada que me interesse. Só para tentar perceber o porquê e a quem os podem interessar. Não tenho interesse nos livros em si, mas isso não quer dizer que não deviam existir (há alguns que...);
  • Um dia só para ouvir todas as parvoíces e informações erradas ditas por pessoas que estão a ver os livros numa qualquer banca e fazem questão de falar muito alto e agir como se fossem os reis da literatura e a sua palavra a lei, isto quando mal sabem ler (gabo a paciência a quem trabalha nas bancas das editoras na feira do livro);
  • Um dia para refilar de todas as pessoas que lá estão e nunca leram um livro na vida. Passam o dia só a intrometer-se na passagem, a tirar fotografias e a fazer de conta que são pessoas interessantes;
  • Um dia para refilar de todos aqueles que escolhem passar pelo parque de bicicleta, pelo meio da feira do livro. Porque não há nada mais prático a fazer;
  • Um dia para refilar de isto tudo ao mesmo tempo;
  • Um dia para  ver todos os cães que vão passear os donos à feira do livro. Invejá-los a todos e querer fazer festas a todos os cães;
  • Pelo meio, vai-se comendo um gelado, um churro, bebendo uma cerveja - Mas sempre longe dos livros, não é para danificar a mercadoria! E, claro, refilar das pessoas que vão a comer e beber ao mesmo tempo que estão a manusear os livros. Sem falar naqueles que pegam num exemplar novo e o dobram e amassam e deitam-lhe o lume e, no fim, decidem a pô-lo de volta no sítio;
  • Ah, e eu sei que disse que não havia compras por impulso e demonstrei que este processo era todo muito bem pensado, mas, de algum modo, tenho sempre um monte de livros que não faço ideia, nem sei como nem quando os comprei. Acontece. Acho que é magia. 

Se calhar exagerei...

Bem, acho que voltei a ultrapassar um pouco o orçamento que tinha delimitado...

 

Também há muitas coisinhas com bom aspecto para se comer na feira, mas são quase tão caras como qualquer livro e deixam-me menos saciado que uma página do meu novo livro de receitas. Preciso desse dinheiro para o que realmente interessa. 

 

Agora vou, que tenho de ir vender o meu outro rim (podemos viver sem nenhum, certo?) para ter mais uns trocos para gastar.

Winter is coming... Eventually.

Estou com medo. Estou com muito medo.

 

Ainda não vi o último episódio de Game of Thrones (sim, eu digo "Game of Thrones") e já nem sei o que pensar.

Porquê? Porque ainda não vi nada na Internet acerca do assunto.

 

dreamhack-sleeping-geeks.jpg"Putos, isto foi muito intenso. Vamos fazer uma g'anda sesta party!"

 

Normalmente, gosto de ver os episódios o mais cedo possível para que, no dia a seguir, enquanto estou no trabalho, a Internet não mos estrague e me conte os principais acontecimentos.

Aliás, normalmente até gosto é de esperar pelo fim da temporada, para depois ver tudo de seguida. Mas, com Game of Thrones, isso torna-se impossível.

 

Ora, e porque é que eu estou com medo, perguntam vocês ainda com a voz a tremer por terem estado até agora a chorar a morte do Hodor?

Porque, das duas, uma: ou o novo episódio foi uma merda e não há nada de especial para discutir na Internet (o que não é habitual nesta série); ou o episódio é muito bom, e está a acontecer como acontece com as crianças - quando estão muito caladas, é porque estão a aprontar alguma coisa.

 

Tive uma ideia!

Para esclarecer as dúvidas, vou já ver o episódio...

 

Desejem-me sorte.

Afinal,

 

"Winter is coming".

App - Eles andam aí!

Actualmente existem aplicações para dispositivos móveis para qualquer situação, sejam úteis ou inúteis (a maior parte é inútil). Da mesma forma que existem todas estas apps, também todos têm ideias para uma - e, novamente, com a maioria a ser inútil.

 

Ora bem, eu sou uma pessoa muito in, sei sempre tudo o que se passa e estou por dentro de todas as tendências. Aliás, acabei agora mesmo de encomendar um Walkman que vi num catálogo.

Agora sim , posso praticar os meus passos de dança a caminho do trabalho.Vou ser o gajo mais estiloso aqui da minha aldeia.

 

Em relação a estas apps que se fala, a minha ideia é boa. E útil. Já que devem existir apps para sabermos em que ponto da digestão vamos ou para catalogar todas as idas à casa de banho, penso que a minha ideia é mesmo válida.

 

Até me emocionou esta. Onde é que posso adicionar isto nas notas?Nunca pensei que era isto que me estava a faltar a vida toda...

 

A minha ideia é simples: uma app em que todos os utilizadores contribuem para divulgar e alertar para as localizações em que estão a ser efectuados peditórios.

 

Sim, claro, vocês são todos excelentes pessoas e isso é muito importante e contribuem todos os dias para todos os peditórios que encontram, por mais ilegítimo que alguns pareçam. Parabéns.

A verdade é que não é bem essa. Claro que eu gostava de ajudar toda a gente e todas as causas, mas não posso. Não tenho essa possibilidade. E como não sou uma terrível pessoa como vocês acham, eu fico sempre a sentir-me um bocadinho mal quando me abordam na rua em nome de alguma instituição, ou organização, ou o que for, e eu não contribuo.
E porque não contribuo? Porque raramente tenho dinheiro comigo, porque na generalidade dos dias, raramente o tenho, sequer, na conta bancária. E às vezes tenho, mas preciso dele. E sim, aqueles cêntimos vão fazer-me falta. É o único dinheiro que tenho comigo e preciso beber um café, porque me ajuda a concentrar, vai fazer a dor de cabeça passar e, assim, vou conseguir realizar bem o transplante de fígado que tenho agendado. A perda daqueles cêntimos pode significar a perda de uma vida.

Pronto, eu não cirurgião, portanto isto não se aplica, mas vocês não sabem, portanto não julguem; é essa a lição. Às vezes não tenho mesmo tempo nenhum para poder "perder" aqueles três minutos que durará a conversa.

 

E porquê não dizer só que não? Porque não é tão fácil como parece. Quando somos umas bestas, sim, mas no caso de não o serem... É claro que o faço, mas sinto sempre o olhar de desilusão e ódio que é lançado sobre mim, um olhar desconfiado que não acredita em nada do que possa dizer. Lidar com o facto de ter que dizer que não, sentir-me mal por não contribuir, sentir (ou imaginar, vá) todo o desprezo que cai sobre mim...

 

Porque não evitar isso tudo? Se quisermos contribuir, sim senhor, sabemos onde estão, senão é só passar ao lado. Caminhar por uma rua alternativa, utilizar outra saída, etc.

Acho que esta app tinha futuro. E de sucesso. A qualquer altura podíamos saber onde se encontravam todos os chatos que nos querem sugar o dinheiro e nos fazem sentir mal até lhes presentearmos com o nosso cartão bancário e respectivo pin.

 

Já estou a imaginar a interface a mostrar o mapa do local onde estamos e as suas redondezas, com todos os sítios em que alguém está a pedir, ou recrutar, assinalados e a ser actualizados ao segundo pelos fantásticos membros desta comunidade de egoístas, com sugestões de percursos alternativos a surgir em tempo real, notificações sempre que algum novo movimento era detectado...

Imaginem poder andar pelas ruas e saber que a vossa bondade não vos vai afectar a carteira.

Não fiquem é à minha espera para terem esta app, porque a minha competência só dá para imaginar estas situações, não para passar daqui. Além disso, o número de apps inúteis que existem só é equiparado à minha preguiça, por isso é provável que a minha ideia não passe disso mesmo.

 

 

Bendita chuvada que estais no céu.

No último Sábado, no rescaldo deste texto que vos escrevi, voltei à Feira do Livro de Lisboa.

Tenho, antes de mais, de vos agradecer por não terem levado nenhum dos livros que me interessavam, como eu vos havia pedido. Fico-vos eternamente grato (ou, pelo menos, até à próxima feira do livro, quando vocês me voltarem a roubar literatura).

 

chris-madden-illustration-007.jpg Sacanas!

 

Além de ter conseguido comprar todos os livros que tinha andado a rondar no primeiro dia, descobri também uma forma de levar outros livros sem ter o incómodo de ter de partilhar o meu processo de pesquisa com outras pessoas: mandar vir chuva!

Sim, é verdade. À conta do que choveu no Sábado consegui sacar mais um livrinho ou dois que me tinham escapado na primeira ronda que fiz às bancas, devido à frequente intromissão das nucas de várias pessoas no meu campo de visão.

As várias bancas, agora livres, eram como verdadeiras bibliotecas privadas; eram o meu próprio Google!

Só tive de aguentar com a chuva, o que, para mim, que sou natural dos Açores, não é nenhuma tarefa hercúlea. É só um Sábado à tarde normal.

 

Apesar de já estar contente com as compras que fiz, faço questão de lá voltar à feira mais vezes.

Nem que seja para comprar um livro que me ensine a fazer a dança da chuva. Pode vir a dar jeito em edições posteriores.

A Feira das Árvores Mortas.

Regressei à Feira do Livro de Lisboa, após um ano de ausência.

Senti saudades, não vou mentir. Gosto sempre de uma boa feira do livro e, para mim, a de Lisboa consegue ser a melhor. Principalmente porque alia os livros às farturas e à ginjinha, que, a par de uma boa barraca de strip tease, é tudo o que um homem pode querer num evento.

 

Stag-dinner.jpg "Ui, filha... Se usares também a vírgula de Oxford, peço-te já em casamento."

 

Depois, gosto sempre de uma feira do livro que decorre num espaço verde, como um jardim.

Porque sou uma pessoa um bocado sádica, acho giro ver pessoas a apreciar e a comprar árvores mortas em frente a árvores que ainda estão vivas, como que a dizer-lhes "Tu és a seguir!".

 

Não, ainda não comprei livro nenhum. Gosto sempre de fazer primeiro uma ou duas voltas de reconhecimento, ir anotando alguns nomes e depois recolhê-los no fim, se não tiver encontrado nada melhor.

Sei que é uma estratégia perigosa, porque fico sujeito a chegar lá no outro dia e alguém já ter comprado o livro que eu queria... E é por isso que eu queria fazer um apelo a toda a gente que esteja a ler esta publicação antes de ir para a feira do livro:

 

 

POR FAVOR, não levem os livros que me interessam!

 

 

Pode parecer um pedido egoísta, mas não me importo. Quando me interesso por um livro, costumo ficar emocionalmente ligado a ele para todo o sempre.

E vocês não querem realmente levar para casa um livro que está emocionalmente ligado a outra pessoa, pois não?

 

Pois, bem me pareceu.

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