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Queria? Já não quer?

Estabelecimento gerido por taberneiros armados em engraçados.

Queria? Já não quer?

Estabelecimento gerido por taberneiros armados em engraçados.

Os hinos dos três grandes, analisados pelos rivais - S.L. Benfica.

 

A melodia do hino do S.L. Benfica parece a banda sonora de um filme antigo, mas não necessariamente de um filme digno de Oscar.

Parece aquela fase do cinema em que se começou a projectar áudio, e na qual qualquer coisa servia.

 

Logo depois da melodia antiquada, há outro factor que salta à vista. Ou assalta o ouvido, vá.

Trata-se, como é óbvio, da voz esganiçada do Luís Piçarra, que soa como se um caniche estivesse a morder-lhe as preciosidades.

Mas um caniche insistente, porque, à medida que vai puxando as preciosidades para baixo, o Luís vai fazendo uns vibratos esquisitos com a voz.

 

Em relação à letra, há uma coisa que toda a gente critica: as "papoilas saltitantes". Mas sem razões para isso, porque são duas palavras que caracterizam bastante bem os jogadores do Benfica: florzinhas de estufa que adoram saltitar para a piscina.

 

Além disso, há outro momento caricato na poesia cantada por Luís Piçarra. É o seguinte: eu percebo o que é a genica, mas do que se trata a "janica"?

Ele diz que tem a "janica" que a qualquer um engrandece... Enfim, talvez seja uma palavra da grafia antiga, daquele tempo longínquo em que o hino do Benfica ainda fazia parte da vanguarda musical, e a equipa da vanguarda desportiva.

O super-herói português

  Eu sei que as modas costumam demorar um bocadinho a chegar a Portugal, afinal só agora chegaram ao nosso país as versões tugas do "Jersey Shore" (embora raparigas e rapazes boémios, e, vá, porcos/as, nunca tenham faltado). Mas, mesmo assim, é um absurdo o tempo que estamos a demorar para nos metermos no negócio dos super-heróis. Sim, é verdade, há uns anos tivemos a introdução do super-vilão (anti-herói?), Renato Seabra aka o Saca-Bolas. E durante muito tempo o Sr. Cavaco atormentou muita gente com a sua super-idade e super-apatia. Mas, mesmo assim, parece-me que a idade dourada do super-herói português começa agora, com a introdução do Kapitão Kebab.

  Podemos ter demorado, mas pelo menos podemo-nos gabar da originalidade. Ninguém nos pode processar por estar a utilizar os direitos de autor de outros.

  E eu acho bem esta insurgência de justiça de rua, afinal a confiança nas capacidades das autoridades nacionais já não é o que era, e um homem que te defende com uma faca do Kebab ou um cabo de uma vassoura não tem nada a perder e sabe que só depende dele para se proteger a si e aos outros. É esse o tipo de coragem que eu quero nas minhas ruas. 

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  É favor alguém coser uma máscara para o senhor e talvez um Logotipo, ele merece. 
 

Os hinos dos três grandes, analisados pelos rivais - Sporting C.P.

 

Cada vez que oiço a marcha do Sporting C.P., começo logo a sacar das acendalhas e desato a correr em direcção à lota para comprar sardinhas, porque penso que já é altura das festas do Santo António.

 

O tinir desta música (que, tecnicamente, não é o hino do clube) faz-me pensar que estou nuns santos populares quaisquer, a bebericar umas frescas e a dar marteladas ou a oferecer manjericos a pessoas aleatórias que passam na rua.

Faz-me crescer um bigode farfalhudo, uma barriga farta e um fio de ouro ao pescoço. Fico com vontade de mandar piropos às miúdas na rua, enquanto roo num palito.

Isto vindo de um clube que é conhecido por ter sido fundado por gente abastada e de boas maneiras, o que torna tudo ainda mais curioso.

 

Já a recorrente chamada pela "rapaziada", vinda de uma senhora de 83 anos que pinta o cabelo de loiro e de verde, tem toda uma conotação estranha, quase bizarra.

 

Em termos de letra, esperava-se mais conhecimento por parte dos sportinguistas acerca da história do seu próprio clube.

Logo no primeiro refrão, canta-se: "O Sporting nasceu... um dia".

Mas, pá, qual dia?! Parece que não se lembraram da data na altura, e lançaram a música como calhou...

 

Por fim, e vindo de um clube que reclama todos os dias de injustiças, seja por parte dos árbitros, seja por parte das próprias condições climatéricas em dias de jogo, isto é de desconfiar:

 

"Rapaziada, quer se possa
Ou se não possa
A vitória será nossa"

 

Quer se possa ou se não possa? Estarão eles a dizer que vão ganhar a todo o custo?

Mas quê, tipo, sendo beneficiados?

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