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Queria? Já não quer?

Estabelecimento gerido por taberneiros armados em engraçados.

Queria? Já não quer?

Estabelecimento gerido por taberneiros armados em engraçados.

"E o Orlando vai para..."

Os Óscares são sempre uma coisa muito linda!

Desde logo, são o evento que mais valoriza o mercado dos tapetes vermelhos, tão diminuto nos dias de hoje porque já ninguém liga a essas coisas. As pessoas, tal como os tapetes, estão cada vez mais simples, e dão-se a poucos luxos. Desde que o tapete limpe bem a terra das baratuchas botas Louis Vuitton, é o que interessa. Até pode ser daqueles que diz “Bem-vindo”, não importa.

Mas deixemos, por agora, os tapetes a secar, que hoje até está bom tempo. O que eu quero, verdadeiramente, é imaginar os Óscares portugueses. Que se chamariam Orlandos, vá. E que, em vez de ouro e mais não sei quê, seriam revestidos a latão e preenchidos por cimento das obras, que a nossa carteira colectiva não está para luxos. Já a pequena estatueta, em vez de ter os braços junto ao peito, a agarrar a espada, tê-los-ia junto à zona pélvica, a agarrar a... "espada", numa clara demonstração de fragilidade.

A cerimónia, em vez de se realizar num coliseu ou num teatro megalómano, realizar-se-ia em pleno Piquenique do Continente, que é o único evento com escala semelhante cá em Portugal. Entre patos e porcos, e ao som do grande Tony Carreira, lá desfilavam as vedetas portuguesas, do grande ecrã e não só: banqueiros, políticos, claques de futebol, frequentadores de reality shows, cavalheiros da troika, taberneiros de palito na boca, taxistas, motoristas da Uber e, no fim e a toda a volta, para tentar controlar aquela gente toda, equipas inteiras da polícia de intervenção.

Os nomeados e os vencedores teriam o menor interesse, tal como na cerimónia original dos Óscares. O verdadeiro espectáculo iria estar no tapete, que eventualmente se transformaria num ringue. Os vestidos dos grandes estilistas portugueses, já de si diminutos, ficariam em ainda menores farrapos.

Seria do caraças, não seria?

Infelizmente, só há um problema com este plano: é que ninguém liga ao cinema português.

O pó.

Este fim-de-semana, um certo supermercado bastante conhecido da nossa praça, que começa com "C" e rima com "incontinente", tinha as suas prateleiras cheias de pó.

Tenho a certeza de que existe aqui escondida uma qualquer analogia ou ligação filosófica ao estado actual da nossa economia...

Pelo menos da minha, porque depois de comprar este shampô, tive de abdicar de jantar. É que isto ainda é caro.

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Harry Potter e o urinol público.

Sempre que passo por um túnel escuro, de paredes de cimento e com graffitis manhosos, lembro-me de quando o Harry Potter foi atacado por um Dementor num sítio idêntico.

Ora, penso que já toda a gente passou por um túnel destes, e reparou no distinto cheiro a urina que os caracteriza... Já viram o sofrimento que deve ser estarem a sugar-vos a felicidade pela boca ao mesmo tempo que, pelo nariz, chega-vos o aroma dos restos da imperial de um bêbado qualquer ali do bairro?

O Potter mai' novo era, afinal, ainda mais mártir do que as pessoas pensam.

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Perplexidades da vida

Muitos blogs e websites falam sobre coisas que incomodam, irritações do dia-a-dia, políticas insultuosas do governo actual ou transacto. Mas este blog não é os outros blogs e por isso mesmo não é tarde nem é cedo para inovar: o que me leva a partilhar não é o estúpido ou o engraçado, mas o que, por vezes, nem descrição tem. Seguem-se situações em que me custou até a encontrar emoções para me exprimir, numa rubrica que gosto de intitular:

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 Numero 1: Há não muito tempo desloquei-me a um local de festa com alguns amigos, quando para minha surpresa encontrámos um lugar de estacionamento vago numa rua muito movimentada. Enquanto um de nós tentava estacionar o carro o trânsito foi obrigado a parar para facilitar a manobra, visto que 3 segundos depois uma senhora sai do seu veículo gritando "seu camelo de m****, toca a andar", seguindo-se um "eu sou doente, não posso ficar aqui". Os meus 25 anos de experiência de vida disseram-me logo que esta senhora fora jogadora profissional de futebol, pois a sua mazela surgiu no momento mais pertinente possível. Depois de ameaçar chamar as autoridades, a senhora continuou em angustiante dor durante outros 20 segundos até poder seguir o seu caminho, mas não sem antes deixar uma asneirada no ar, atirada na nossa direcção. E eu fiquei ali, perplexo, a pensar em todas as vezes na minha vida que desperdicei 30 segundos a procrastinar ou só a coçar-me, sem saber que algures no mundo, alguém estaria a morrer no trânsito. Esta experiência fez-me aproveitar a vida de outra maneira e só espero inspirar outros a fazer o mesmo.

 Numero 2: Hoje nevou e nevar aqui juntinho à praia é sempre surpreendente, mas o que me deixou "speechless" foi uma senhora na minha rua que prontamente pegou numa bolinha de neve e a levou para sua casa. Irá ela guardar no congelador para nos dias mais difíceis olhar para lá e pensar no dia mágico quando nevou? Irá construir o boneco de neve mais pequeno do mundo? Será que sabe como funciona isto da neve e dos efeitos do aquecimento na mesma? as perguntas são infinitas.

 Numero 3: O Eliseu é titular numa equipa da 1ª divisão. Esta não precisa de grande explicação, quer dizer... indigna-me! Serei eu o único a ver as suas "prestações"? Viveremos todos num mundo digital a la Matrix onde nada é real e as leis da lógica não são utilizadas?

Fico-me por aqui, por agora.

"Por favor, preste atenção ao nosso Papa de segurança".

Grande parte das declarações e tomadas de posição mais importantes do Papa Francisco têm sido feitas durante viagens de avião, com equipas de imagem inteiras, microfones e gravadores a acompanhar.

Eu não sei como é que ele consegue despachar tanto trabalho nessas alturas, quando eu apenas consigo cochilar durante meia-hora porque tenho medo sequer de ligar o portátil e interferir com os sistemas de navegação.

Enfim, Deus escreve direito por vôos tortos...

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O estado do estado do tempo.

Parece que tem nevado em vários pontos do país, e mais não sei quê... Ainda não abri a janela, mas, por aqui, são quase quatro da tarde e parece estar tudo bem, graças ao santíssimo. Excluindo o facto de ter encontrado um pinguim no bidé, quando fui à casa-de-banho.

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Primeiro que tudo e antes de mais nada.

Olá. Tudo bem com a família?
Eu sou a vossa primeira publicação, e vou ser o vosso guia nos próximos segundos. Não verso sobre nada nem pretendo explicar nada, apenas sirvo para avisar-vos de que, aqui, vamos falar do que quisermos e como quisermos, independentemente da vossa sensibilidade ou intolerância a lacticínios. (Sim, laCticínios, sem tretas de duplas grafias!)
A partir do momento em que este blogue começar a ser-vos útil em alguma coisa, sentir-nos-emos derrotados e arrumaremos as malas para sair. Queremos permanecer tão inúteis como temos sido até agora, durante toda a vida.